HIPODERMITE – A inflamação no tecido adiposo da pele

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 02/02/2014

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Hipodermite - Eritema nodoso

 

A hipodermite é uma doença rara que consiste na inflamação no tecido adiposo da pele. As causas podem ser variadas, o que leva a um tratamento longo e limitado. Seu estudo é fundamentado pela interpretação de exames de biópsia, o que, junto com os amplos fenômenos que podem causar tal infecção, contribui na dificuldade dos especialistas em classificar as diferentes hipodermites existentes.

A pele é o maior tecido do ser humano, representa 16% do peso corporal e envolve o corpo determinando seu limite com o meio externo. Ela é formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Essa última, a mais profunda delas, é o tecido que armazena as células adiposas, que formam os lobos de gordura. A camada de tecido adiposo do nosso corpo não é apenas um depósito de calorias, mas também uma proteção contra traumas físicos.

A hipodermite é a infecção justamente desse último tecido da pele. Como existem vários tipos diferentes da doença, as causas também são bastante distintas. O tipo mais frequente é o eritema nodoso, que consiste em nódulos que aparecem, principalmente, na parte anterior da perna. A causa mais comum desse tipo de infecção é a reação alérgica a algum tipo de droga ou remédio, inclusive a anti-inflamatórios. Mas outros fatores também podem causar tal reação alérgica, como até mesmo uma simples gripe.

O eritema nodoso não deixa cicatriz, ele apenas evolui e depois desaparece, mas pode ser bastante dolorido enquanto o paciente apresenta a reação alérgica. Também não é comum que a doença volte a aparecer em pacientes que já a desenvolveram uma vez, mas em alguns casos isso pode acontecer.

Sintomas e tratamento

Antes de apresentar os nódulos nas pernas, alguns sintomas já podem ser notados, como febre e dores articulares ou na panturrilha. Junto com o aparecimento dos nódulos, que são duros e dolorosos, também pode haver placas eritematosas, que é quando a pele fica bastante avermelhada. Uma sensação de mal estar pode acompanhar todos esses sintomas da doença. As lesões regridem, geralmente, em duas a três semanas, deixando apenas alguma depressão na pele ou um resíduo de sua pigmentação, porém novos surtos podem acontecer.

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O tratamento para a doença ainda é limitado, pois não existe diagnóstico para descobrir sua origem. Ele geralmente é bastante longo e pode demorar meses. O mais adequado é evitar a ingestão de remédios ou produtos que possam estar causando a infecção e administrar a doença com anti-inflamatórios. Iodeto de potássio é uma alternativa quando o próprio anti-inflamatório é suspeito de provocar alergia.

Em alguns casos, são doenças autoimunes que levam à hipodermite. Nelas, as células de defesa do nosso corpo criam anticorpos contra o próprio organismo. Por isso é fundamental que haja uma conversa entre médico e paciente, para saber se este apresenta alguma dessas doenças, que pode ser artrite reumatoide, esclerodermia, entre outras.

Outros casos de hipodermite

Eritema nodoso não é o único tipo de hipodermite que existe, há outros, mas eles são extremamente raros. A nodular migratória, por exemplo, acontece preferencialmente em mulheres e se caracteriza pelo aparecimento de dois a três nódulos assimétricos em apenas uma perna. Nesse caso, o tratamento mais indicado é o iodeto de potássio. Outra variação um pouco mais grave é conhecida como doença de Weber-Christian, que apresenta nódulos como o eritema nodoso, mas deixa cicatrizes permanentes na pele. Os sintomas que ela apresenta também são bem mais intensos, podendo causar dores de barriga, surtos febris, perda de peso e até mesmo a morte, uma vez que a doença de Weber-Christian atinge também outros órgãos além do tecido adiposo.

Diferentes origens para a hipodermite, além das já citadas, apesar de menos comuns, também existem. Ela pode ser causada por: uma disfunção no pâncreas; agentes físicos, como frio intenso; vasculite nodular, que é quando a veia inflama e leva tal inflamação ao tecido adiposo; e até mesmo por características próprias dos recém-nascidos, como a necrose subcutânea.



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