HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA E CIRÚRGICA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 05/10/2012

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A histeroscopia foi um dos primeiros métodos desenvolvidos para a visualização e estudo direto do útero. Alguns problemas impediram o progresso científico, como a dificuldade de distensão da cavidade uterina, o problema de iluminação e a espessura da ótica a diâmetro suficiente para vencer a ultrapassagem do canal cervical e alcançar a cavidade uterina.

Recentemente, a histeroscopia abriu novas possibilidades diagnósticas para o canal cervical e a cavidade uterina, revelando limites para a curetagem uterina.  Agora é possível a realização do exame no próprio consultório, sem o uso de anestésico ou dilatação do canal cervical.

A histeroscopia com a finalidade diagnóstica é realizada ambulatorialmente, sem preparo prévio, sem anestesia e antibioticoterapia.

Indicações:

A principal indicação da histeroscopia é o sangramento uterino anormal, porém, pode ser indicada para a visualização de qualquer processo patológico intracavitário.

Durante o período reprodutivo (menacme) da mulher os pólipos endocervicais e endometriais, as endometrites e as disfunções endócrinas podem causar sangramentos anormais. Na peri e pós-menopausa as principais causas de sangramento são: atrofia de endométrio, carcinoma de colo uterino, carcinoma de endométrio, pólipos endocervicais e endometriais e uso inadequado da terapia de reposição hormonal.

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A segunda principal indicação da realização de histeroscopia é a infertilidade. Nesses casos a histeroscopia fornece informações sobre o fator cervical e fator uterino, como permeabilidade do orifício externo e do canal endocervical, presença ou não de tumorações e permite a observação de aspectos ligados à fisiologia do ciclo.

A histeroscopia diagnóstica define o que outros métodos diagnósticos não definem com precisão.

Tem indicação precisa na localização de corpos estranhos, como metaplasia óssea e DIU perdido.

Pode ser indicada também para acompanhamento do tratamento clínico das hiperplasias do endométrio. Deve ser utilizada no diagnóstico diferencial de doenças intracavitárias suspeitas e não diagnosticadas por outros métodos.

Na ginecologia pode ser indicada para avaliação do diagnóstico de restos placentários ou abortivos e no acompanhamento da involução da neoplasia trofoblástica gestacional.

Contra-indicações:

As contra-indicações da realização da histeroscopia são: gestação, infecção genital e metrorragia. No caso de dúvida se a mulher está ou não grávida, deve-se solicitar dosagem de B-hCG antes de realizar a histeroscopia.

A infecção é uma contra-indicação devido a possibilidade de disseminação, portanto, deve ser realizado um tratamento prévio, para só após a cura, poder realizar a histeroscopia.

A metrorragia é uma contra-indicação porque impede a visualização adequada da cavidade uterina.

Complicações:

As complicações acontecem quando as contra-indicações são ignoradas, o instrumento para realização da histeroscopia não for adequado ou o endoscopista não for experiente. Geralmente ocorre obstrução do orifício externo do colo uterino e cólica.



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One Response para o texto: “HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA E CIRÚRGICA”

  1. Patericia disse:

    Dr. estou com polipos hiperplasticos no endometrio, minha ginecologista, aconselhou tirar o utero,alegando poder ficar voltando, e meu utero esta com 209 cm. Ja ouvir falar que nao e aconselhavel tirar o utero. |Por favor me respondam. Obrigada

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