INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 24/04/2013

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Incontinência urinária

 

A incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina, exceto para crianças, que pode se manifestar com sinais, sintomas e observações urodinânimicas.

É um quadro frequentemente encontrado nos consultórios e ambulatórios de ginecologia e a prevalência varia de acordo com a população e a faixa etária. Pelo menos 40% das mulheres apresentarão, pelo menos uma vez na vida, um episódio de incontinência.

A incontinência é uma condição que não ameaça a vida da paciente, mas pode causar vergonha, isolamento, depressão e apresentar grande impacto na qualidade de vida da mulher.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco para incontinência urinária são:

– Idade: as alterações do trato genital associadas à idade predispõem a pessoa idosa à incontinência;
– Infecção do trato urinário: o risco de incontinência urinária é cerca de 3 vezes maior em pacientes com infecção do trato urinário;
Obesidade;
– Paridade: o risco de incontinência urinária é maior em pacientes que já tiveram filhos, quando comparadas às nulíparas;
– Vias dos partos: o parto normal apresenta um risco maior de incontinência urinária do que a cesariana;
– Cirurgias prévias: a histerectomia pode comprometer as relações anatômicas e o suprimento vascular e nervoso dos órgãos pélvicos;
– Doenças neurológicas: como esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral (AVC) e trauma raquimedular.

Conduta:Incontinência urinária

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Assim como todo consulta médica, o primeiro passo na incontinência urinária é uma anamnese bem detalhada. Deve-se identificar a idade da paciente, pesquisar doenças sistêmicas e antecedentes de afecções do trato urinário, como infecção de repetição, litíase renal, tumores urológicos e cirurgias prévias. A história obstétrica deve ser investigada, considerando o número de gestações, tipos e local dos partos, peso de nascimento dos filhos. Deve-se atentar para o status hormonal da paciente, sendo que níveis baixos de estrogênio podem levar a sintomas urinários.

Em relação à queixa urinária, deve-se investigar época de aparecimento, evolução, situações em que ocorre perda de urina involuntária, frequência urinária diurna e noturna, presença ou não de umidade íntima, necessidade ou não de usar protetor e habilidade ou não de interromper a micção.

O exame físico tem como objetivo excluir tumores abdominais, hérnias, insuficiência cardíaca, pneumopatias crônicas ou doenças neurológicas.

O exame uroginecológico é realizado com a paciente em posição ginecológica e nele deve-se examinar as condições da pele e vulva, o trofismo genital, avaliação do meato uretral, do prolapso genital, avaliação funcional do assoalho pélvico, da perda urinária e medida do volume urinário pós-miccional.

Alguns exames podem ser solicitados, como: exame de urina (para rastrear possíveis doenças associadas à incontinência urinária ou fatores agraventes), urinocultura, diário miccional ( se baseia na anotação da paciente dos números diário de micções, seu volume, episódios de urgência, uso de absorventes, ingesta hídrica e atividades comuns diurnas e noturnas), teste do absorvente, estudo da mobilidade do colo vesical, uretrocistoscopia, avaliação urodinâmica.

Tratamento:

Deve ser realizado de acordo com a etiologia, podendo ser cirúrgico ou medicamentoso, acompanhado de fisioterapia.



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