INSENSIBILIDADE A DOR | Pessoas que não sentem dor

Por: Cássia Rocha | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 08/04/2015

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não sentir dor

 

Machucar-se de todas as formas e não sentir dor. Parece um sonho, não? Mas não é. A dor existe para avisar o organismo que algo está errado. Pessoas com insensibilidade congênita à dor (analgesia congênita ou insensibilidade total à dor, como é mais conhecida) estão constantemente em perigo, pois não percebem quando algo vai mal no organismo ou quando se machucam. Não à toa a expectativa de vida dos que nascem com essa disfunção é de apenas 20 anos.

Causas e tipos de insensibilidade a dor

Antigamente havia uma certa polêmica sobre a causa dessa doença, mas atualmente é consenso que se trata de uma mutação genética que afeta um canal eletroquímico responsável por ligar os nervos periféricos ao sistema nervoso central. Por isso, o “aviso de dor” é emitido, mas não chega ao cérebro.

Existem dois tipos de insensibilidade congênita à dor: no primeiro, o paciente não percebe a dor de forma alguma. No segundo, o paciente percebe a dor, mas não reage de acordo, ou seja, não demonstra nada nem recua quando exposto ao agente causador da dor.

Consequências de não sentir dor

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É muito difícil cuidar de uma criança com essa disfunção, pois ela pode quebrar um osso ou vários de uma vez e só será possível perceber quando afetar seus movimentos. Há muitos relatos de crianças que vivem engessadas, ou que quebram os dentes e só percebem horas depois. Sem contar as diversas infecções que podem acometê-las e não há como saber, já que elas não relatam nenhum desconforto. Outro problema observado com certa frequência é a mastigação da língua até machucar seriamente ou arrancar pedaços.

Outra disfunção relacionada à insensibilidade congênita à dor é a anidrose (incapacidade de suar), que por sua vez causa outros problemas, como as crises de febre, já que sem o suor o corpo não consegue regular a temperatura adequadamente.

Alguns portadores dessa doença também apresentam ligeiro retardo mental.

Prevenção de acidentes

Infelizmente não há cura para esse distúrbio, e os poucos pacientes que chegam à idade adulta normalmente têm sequelas devido a todos os machucados e fraturas sofridos na infância.

A única forma de amenizar a situação é vigiar a criança o máximo possível e conversar bastante, explicando as consequências de cada ato, como enfiar o dedo na tomada, por exemplo. Uma medida que alguns pais usam e que pode ser eficiente é etiquetar cada móvel e objeto da casa, indicando o nível de perigo através das cores verde, amarelo e vermelho. Além disso, é primordial tomar as medidas básicas que já costumamos adotar quando há bebês em casa, como proteger tomadas e quinas.



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