INSÔNIA | Causas – Tratamento e Classificação

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 12/03/2014

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Insônia

 

A insônia é a dificuldade em manter o sono no seu período inicial, intermediário ou final. Apesar de a quantidade de horas por noite que uma pessoa precise dormir varie de acordo com o indivíduo, a falta de sono traz prejuízos significativos para quem sofre de insônia. O distúrbio aparece geralmente no adulto jovem e atinge cerca de 20% da população adulta, ou seja, 1 a cada 5 pessoas.

A insônia é o transtorno de sono mais comum e aparece mais frequentemente em mulheres. Metade dos pacientes que apresenta a doença também desenvolve depressão maior. Como existem diversas causas para o distúrbio, o primeiro passo é descobrir sua origem para que o paciente possa iniciar um tratamento adequado.

Causas e tratamento:

As causas da insônia são muito diversas e podem ser orgânicas ou psíquicas. Assim, há a produção inadequada de serotonina, um dos neurotransmissores responsáveis pelo sono. O estresse causado pelo desgaste do cotidiano e situações extremas auxilia com o desenvolvimento da insônia.

Em outros casos, o distúrbio pode ser provocado por causas ambientais. Há pessoas, por exemplo, que não conseguem dormir com a luz acessa ou com algum tipo de claridade. Em algumas situações, até mesmo a luz de aparelhos eletrônicos ou a claridade que entra pelo vão da porta podem atrapalhar o sono. Isso acontece porque a luz inibe a produção de melatonina, o hormônio que faz dormir.

O tratamento é bem amplo e começa com a mudança de alguns hábitos inadequados para combater as causas do distúrbio. Em casos mais severos, é necessário o uso de medicamentos, como antidepressivos ou outros prescritos pelo médico. Se a causa for psicológica, é indicado que o paciente faça a psicoterapia para tentar se curar. Como cada caso é único e pode ter diferentes origens, é preciso que um especialista analise o paciente e passe o tratamento adequado. A automedicação pode trazer agravamentos para o distúrbio e provocar outros males ao organismo.

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Classificação e incidência:

A classificação mais comum da insônia é pelo tempo em que o paciente apresenta a doença. Caso a pessoa passe por uma situação muito estressante, pela perda de um familiar, problemas na vida pessoal ou profissional, relacionamentos mal resolvidos ou qualquer outra preocupação significativa, ela pode ter problemas para dormir, o qual se prolonga de alguns dias a, no máximo, três semanas. Nessa situação, o paciente tem uma insônia transiente, a qual provavelmente desaparece sem tratamento.

Já se o paciente apresentar a insônia em episódios que acontecem de tempos em tempos, no qual o distúrbio deixa de se manifestar por um período e permite que o indivíduo durma por tempo regular e revigorante, mas que depois volte e atrapalhe o sono, é conhecido como insônia intermitente.

O caso mais grave é quando a insônia ultrapassa três semanas seguidas e causa sérios problemas à vida da pessoa. Ela pode ser relacionada a estresse contínuo, depressão, abuso de álcool ou drogas e hábitos inadequados para dormir. Nessa situação, o paciente apresente insônia crônica e necessita de tratamento médico.

A insônia geralmente aparece nos adultos, é muito incomum manifestar-se em crianças ou adolescentes, mas ela se agrava na velhice. A incidência é muito maior na população urbana do que na rural, devido à correria e ao estresse que a cidade proporciona às pessoas.

No Brasil, uma cidade de porte médio no estado de São Paulo apresenta cerca de 30% de sua população com o distúrbio. Já uma avaliação na zona rural de um município pequeno no interior de Minas Gerais, por exemplo, tem aproximadamente 15% das pessoas com insônia.



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