INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 05/10/2012

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Insuficiência cardíaca

 

A Insuficiência Cardíaca é uma condição clínica em que o coração se torna incapaz de bombear a quantidade necessária de sangue para suprir as necessidades sistêmicas. Causada por comprometimento da função de contração do músculo cardíaco, definida por disfunção sistólica. A insuficiência cardíaca diastólica é responsável por 40 a 50% dos casos de insuficiência cardíaca na população em geral. Estando nessa situação, a função sistólica preservada.

A doença tem início com a redução da contratilidade miocárdica, redução do débito cardíaco e elevação das pressões de enchimento. A partir daí, antes do aparecimento dos sintomas clínicos, surgem os mecanismos compensatórios, promovendo aumento da frequência cardíaca, da contratilidade, vasoconstrição periférica e aumento da volemia com retenção renal de sódio e água.

Sinais e Sintomas:

O paciente começa a apresentar intolerância ao esforço, com dispneia, cansaço fácil, fadiga e palidez cutânea. Progressivamente ele passa a desenvolver taquipnéia, ortopnéia, dispneia paroxística noturna, tosse, sibilos, escarro hemoptoico, hepatomegalia dolorosa, edema de membros inferiores, ascite, palpitações, síncope, emagrecimento, atrofia da musculatura esquelética e respiratória.

Diagnóstico:

O diagnóstico da insuficiência cardíaca baseia-se na anamnese e exame físico bem feitos.  Durante a entrevista do paciente deve-se pesquisar se tem história de sopro cardíaco, anomalias cardíacos, febre reumática, doença de Chagas, fatores de risco para doença coronariana, hipertensão, diabetes, alcoolismo, uso de drogas.

De acordo com a capacidade funcional dos pacientes e suas limitações aos esforços, eles podem ser classificados como:

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– Classe funcional I: paciente assintomático nas atividades habituais.
– Classe funcional II: paciente sintomático aos grandes esforços.
– Classe funcional III: paciente sintomático aos pequenos e mínimos esforços.
– Classe funcional IV: paciente sintomático em repouso.

Essa classificação deve considerar a idade do paciente, estilo de vida e condição antes da doença.

Ao exame físico deve-se investigar palidez, extremidades frias, pulso alternante, pressão arterial baixa, perfusão periférica lentificada, sopros cardíacos, estertores crepitantes, sibilos, derrame pleural, estase jugular, hepatomegalia e edema de membros inferiores.

Exames complementares:

O diagnóstico geralmente é feito através da anamnese e do exame físico. Porém, alguns exames podem auxiliar na caracterização do quadro, na realização de diagnósticos diferenciais e para definir o grau de disfunção ventricular ou da lesão valvar.

Os exames que podem ser solicitados são: hemograma, eletrocardiograma, radiografia de tórax, ecocardiograma bidimensional, cateterismo cardíaco direito, cinecoronariografia e biopsia endomiocárdica.

Tratamento:

O tratamento da insuficiência cardíaca tem como objetivos aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida do paciente e aumentar sua expectativa de vida.

Deve-se orientar a dieta com pouco sal, restrição hídrica, interrupção do tabagismo, etilismo e realização de atividade física (sob orientação médica).

Os diuréticos devem ser usados em pacientes com sintomas congestivos, porém, podem causar hipotensão, piora da função renal, diminuição do potássio, do magnésio e do sódio. Também são utilizados digitálicos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (como o captopril), beta-bloqueadores (como o metoprolol), espironolactona e anticoagulante oral.



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