LABIRINTITE | Sintomas – Tratamentos e Complicações

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/04/2014

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Labirintite

 

A labirintite é uma infecção que afeta o labirinto, uma estrutura do ouvido interno composta pela cóclea e pelo vestíbulo, que são responsáveis, respectivamente, pela audição e pelo equilíbrio.

A doença geralmente se manifesta entre os 40 e 50 anos de idade e ocorre, principalmente, a partir de alterações metabólicas e vestibulares. Alguns fatores de risco que podem causar a labirintite, ou agravar as crises, são: hipoglicemia, diabetes, hipertensão, otites, uso de álcool, fumo, café e de certos medicamentos, alguns antibióticos, anti-inflamatórios, estresse e ansiedade.

Causas e sintomas:

Há diversas causas que podem levar o indivíduo a desenvolver a labirintite e elas estão, geralmente, associadas a um fator de risco. Uma das mais comuns é após uma infecção de ouvido ou do trato urinário superior. Alergias ou medicamentos considerados perigosos para o ouvido também podem ser a causa da infecção.

Durante o desenvolvimento da doença, o paciente fica com o ouvido interno irritado e inflamado, o que leva à perda da capacidade de manter o equilíbrio. Além disso, outros sintomas comuns são: tonturas e vertigens associadas ou não a náuseas, vômitos, sudorese, alterações gastrintestinais, perda de audição, desequilíbrio, zumbidos, audição diminuída. Dependendo da intensidade da crise, os sintomas podem chegar a durar horas ou mesmo dias.

Caso a doença seja muito aguda e o paciente apresentar os seguintes sintomas: visão dupla, fraqueza ou paralisia, fala arrastada, convulsões, desmaios, vômitos persistentes e vertigem acompanhados de febre de mais de 38 graus; deve-se procurar ajuda médica com urgência.

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Tratamento e prevenção:

A labirintite geralmente desaparece depois de algumas semanas. O que se pode fazer como tratamento é tentar diminuir a intensidade dos sintomas. Assim, alguns medicamentos que podem auxiliar são: antihistamínicos, corticoides como prednisona quando os sintomas são graves, compazine para controlar náusea e vômitos, meclizine ou escopolamina para aliviar a tontura, hipnóticos sedativos como Valium.

Outras técnicas que podem ajudar a aliviar os sintomas são, quando manifestar uma crise: ficar imóvel e descansar, retornar à atividade gradualmente, evitar mudanças de posição repentinas, não tentar ler livros ou telas de computadores, evitar luzes fortes.

Dependendo da intensidade da crise de labirintite, o paciente poderá precisar de ajuda para caminhar. É extremamente recomendado não dirigir quando os sintomas estiverem presentes e evitar manusear máquinas até uma semana depois da crise.

Complicações:

Em alguns casos a labirintite pode trazer sintomas que geram complicações futuras. Apesar de isso ser muito raro, ainda há a necessidade de ficar atento e procurar ajuda médica caso uma crise demore mais do que o previsto para passar.

Dentre as complicações, os sintomas são: convulsões, visão dupla, desmaio, vômito prolongado por semanas, fala arrastada, febre de mais de 39ºC, fraqueza ou paralisia, perda de audição no ouvido afetado.

Ainda como efeito colateral, o paciente pode desenvolver ansiedade crônica, a qual pode vir a produzir tremores, palpitações do coração, ataques de pânico e depressão.



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