LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA – ÚLCERA DE BAURÚ

Por: Lilian Silva Vieira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 02/04/2013

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A leishmaniose tegumentar americana (LTA), também conhecida como Ulcera de Baurú, constitui um problema de saúde pública em 88 países, distribuídos em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia), com registro anual de 1 a 1,5 milhões de casos segundo a OMS (organização Mundial de Saúde).

 

 

 

Para entender essa doença algumas perguntas deverão ser respondidas:

– O que é a leishmaniose tegumentar americana?
– Como ocorre a transmissão da leishmaniose tegumentar americana?
– Quais são os sinais e sintomas da leishmaniose tegumentar americana?
– Como é realizado o diagnóstico da leishmaniose tegumentar americana?
– Qual é o tratamento para a leishmaniose tegumentar americana?
– Como prevenir a leishmaniose tegumentar americana?

 

Definição e transmissão:

A LTA e uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania, que acomete pele e mucosas (boca, olho, nariz).

A transmissão ao homem da LTA ocorre por meio da picada dos mosquitos do gênero Gênero Lutzomyia, conhecido popularmente, como mosquito palha, tatuquira, birigui, entre outros.

Além do homem, outros mamíferos como roedores, raposas e cães funcionam como reservatórios desses parasitas, assim quando o mosquito palha pica um cachorro portador da LTA ele pode transmitir essa doença ao homem, lembrando que a transmissão não ocorre de homem para homem.

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Sinais e Sintomas:

A leishmaniose tegumentar é uma doença que compromete as células que formam o sistema imune da pele, notadamente os macrófagos, localizados nos tecidos cutâneos e subcutâneos. As regiões do corpo mais atingidas são as pernas, braços, e rosto, isto é partes descobertas do corpo, com a formação de ulcerações (feridas) nesses locais (figura 3). Tais feridas podem se alastrar para a mucosa nasobucofaringeana (nariz, boca e faringe).

Normalmente a LTA não leva à morte, mas, devido ás graves lesões cutâneas e nasobucofaringeanas que pode dificultar a alimentação do doente tornando-o ainda mais debilitado. Além da capacidade de produzir deformidades.

Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser feito pela análise de ferida é através de alguns exames como:

– Demonstração direta do parasito

– Isolamento em cultivo in vitro (meios de cultivo)

– Teste intradermico (Intradermoreação de Montenegro ou da leishmanina)

– Testes sorológicos

– Biópsia

Tratamento:

– Droga de primeira escolha – Antimoniato de meglumina

– Drogas de segunda escolha – Anfotericina B, Anfotericina B lipossomal e Isotionato de pentamidina.

Prevenção:

A profilaxia dessa doença consiste em tratar os doentes; evitar dormir dentro de matas e grutas, pois o mosquito Lutzomyia é um inseto de hábitos noturnos; usar repelentes; dormir com mosquiteiros de malha fina bem como a telagem de portas e janelas. Realizar a limpeza de quintais e terrenos, a fim de evitar os criadouros para o mosquito. Limpar periodicamente os abrigos de animais domésticos. E em áreas potenciais de transmissão, sugere-se uma faixa de segurança de 400 a 500 metros entre as residências e a mata.



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