LEISHMANIOSE VISCERAL – CALAZAR

Por: Lilian Silva Vieira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 06/07/2012

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Leishmaniose visceral

 

A Leishmaniose Visceral (LV) sendo também conhecida por: Calazar, barriga d’água, entre outras denominações menos conhecidas, inicialmente tinha ocorrência predominantemente rural e, mais recentemente, vem se expandindo para as áreas urbanas de médio e grande porte. Segundo o Ministério da Saúde os últimos dez anos, a média anual de casos no País foi de 3.156 casos, e a incidência de dois casos/100.000 habitantes.

 

 

 

Para entender essa doença algumas perguntas deverão ser respondidas:

– O que é A leishmaniose visceral?
– Como ocorre a transmissão da leishmaniose visceral?
– Quais são os sinais e sintomas da leishmaniose visceral?
– Como é realizado o diagnóstico da leishmaniose visceral?
– Qual é o tratamento para a leishmaniose visceral?
– Como prevenir a leishmaniose visceral?

Definição e transmissão:

A leishmaniose visceral é causada por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania, sendo a Leishmania (Leishmania) chagasi a espécie comumente isolada em pacientes com LV.

Lutzomyia

A leishmaniose visceral é transmitida por insetos denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito palha, tatuquiras, birigui, entre outros. No Brasil, duas espécies, até o momento, estão relacionadas com a transmissão da doença Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi. A primeira espécie é considerada a principal espécie transmissora

Além do homem, outros mamíferos como roedores, raposas e cães funcionam como reservatórios desses parasitas, assim quando o mosquito palha pica um cachorro portador da LV ele pode transmitir essa doença ao homem, lembrando que a transmissão não ocorre de homem para homem.

Sinais e Sintomas:

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A leishmaniose visceral é uma doença grave, uma vez que acomete células localizadas principalmente no baço, no fígado e na medula óssea. O comprometimento do baço causa esplenomegalia (aumento do volume do baço) e, consequentemente dificuldades circulatórias nesse órgão, devido à pressão das células aumentadas. No fígado, a doença causa hepatomegalia (aumento do volume do fígado), com desenvolvimento de hepatite crônica. O comprometimento da medula óssea leva á anemia (diminuição do número normal de hemácias) além da diminuição do número de leucócitos e plaquetas.

Crianças e idosos são mais susceptíveis a ocorrência de LV. Observa-se que só uma pequena parcela de indivíduos infectados desenvolve sinais e sintomas da doença.

Diagnóstico:

A leishmaniose Visceral é uma doença com características clínicas de evolução grave, portanto o diagnóstico deve ser feito de forma precisa e o mais precocemente possível.

O diagnóstico clínico da leishmaniose visceral deve ser suspeitado quando o paciente apresentar: febre e esplenomegalia associado ou não à hepatomegalia.

Exames complementares:

– Demonstração direta do parasito;

– Isolamento em cultivo in vitro (meios de cultivo);

– Isolamento em Animais Susceptíveis (in vivo).

Tratamento:

– Droga de primeira escolha – Antimoniato de meglumina

– Tratamentos alternativos – Anfotericina B, Anfotericina B lipossomal e Isotionato de pentamidina.

OBS: A anfotericina B é a droga de escolha para o tratamento da leishmaniose visceral em pacientes grávidas.

Prevenção:

A profilaxia dessa doença consiste em tratar os doentes, uso de mosquiteiro com malha fina, telagem de portas e janelas, uso de repelentes, não se expor nos horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente pode ser encontrado. Além do controle da população canina errante, vacina antileishmaniose visceral para o cão. Uso de telas em canis individuais ou coletivos e o uso de coleiras impregnadas com Deltametrina a 4%.



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