LEPTOSPIROSE

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 29/08/2012

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Definição:

A Leptospirose é uma doença infecciosa aguda febril causada pelo contato com urina de rato contaminada. É uma doença de início abrupto, podendo o paciente não apresentar sintomas, apresentar sintomas de evolução benigna ou evoluir para forma grave. É considerada hoje, um problema de Saúde Pública no Brasil, visto que a precária condição de infra-estrutura sanitária nos aglomerados urbanos e a grande infestação de roedores nestes locais, predispõem à disseminação da doença.

Causas:

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans. Tal bactéria contamina o rato, que passa a ser portador sadio da doença e hospedeiro definitivo. A partir daí o rato passa a transmitir a doença através de sua urina contaminada.

Grupos de risco:

Como a bactéria sobrevive em meios úmidos ou aquosos por semanas a meses, os indivíduos de risco são aqueles que estão em contatos com esses meios, incluindo trabalhadores em redes de esgoto, em reservatórios e indivíduos que moram em áreas de risco para enchentes, principalmente.

Sinais e Sintomas:

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O período de incubação da doença varia de 1 a 30 dias e o quadro clínico é bastante variável, podendo ter pacientes sem sintomas até aqueles com quadro grave. Inicialmente, o paciente sintomático apresenta febre, náuseas, vômitos, cefaleia e intensa mialgia (dor muscular), principalmente nas panturrilhas, caracterizando a fase precoce. Ainda nessa fase o paciente pode apresentar artralgia, diarreia, dor ocular, tosse e hepatomegalia (aumento do fígado). Após esse período, dentro de 7-10 dias, cerca de 90% dos pacientes evoluem para a cura, sem nenhuma sequela. Os outros 10% dos pacientes evoluem para a forma grave da doença, também chamada síndrome de Weil. Essa fase é clinicamente caracterizada por hemorragia, icterícia e insuficiência renal. A icterícia é um achado clínico bastante característico da leptospirose, visto que o paciente apresenta a pele com a coloração alaranjada, sendo então chamada icterícia rubínica.

Diagnósticos diferencias:

– Fase precoce: dengue, malária, toxoplasmose, febre maculosa.
– Fase tardia: dengue hemorrágica, pielonefrite aguda, hepatites virais graves, febre amarela, malária grave.

Diagnóstico:

– Hemograma;
– Teste ELISA-IgM;
– Teste da microaglutinação;
– Cultura.

Tratamento:

Apesar de ser uma doença autolimitada, deve-se fazer um tratamento com antibiótico a fim de reduzir os sintomas e a mortalidade pela forma mais grave da doença. A antibioticoterapia tem como droga de escolha a Penicilina G cristalina, porém, em pacientes alérgicos à tal remédio preconiza-se o uso do Cloranfenicol.

Prevenção:

A prevenção da doença pode ser feita melhorando as condições de saneamento básico, adotando medidas que evitem enchentes durante os períodos chuvosos, implantando medidas de controle de ratos, usando roupas adequadas, como botas à prova d’água e luvas; e vacinando animais domésticos contra leptospirose.



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