LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA | Sintomas, Exames, Tratamento

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/01/2013

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Leucemia mielóide aguda

 

A leucemia mieloide aguda é uma doença maligna, causada pela proliferação clonal de células mieloides primitivas, os blastos, na medula óssea, que perderam a capacidade de se diferenciar, levando à redução dos elementos celulares normais do sangue periférico. O evento inicial que determina a proliferação neoplásica é resultante de mutação somática e ocorre na célula-tronco comprometida com a maturação mieloide.

A incidência da leucemia mieloide aguda aumenta com a idade, sendo a leucemia aguda mais comum em adultos.

Sinais e Sintomas:

Os sinais e sintomas são ocasionados pela queda dos elementos figurados do sangue periférico e são representados por cansaço fácil, fraqueza, indisposição, febre, manifestações hemorrágicas e importante comprometimento do estado geral.

A palidez e a fraqueza cutaneomucosas decorrem da anemia. A febre associada a sudorese é decorrente de quadros infecciosos secundários à neutropenia. As manifestações hemorrágicas são caracterizadas por equimoses e petéquias, epistaxes, gengivorragia e metrorragias.

Alterações laboratoriais:

– Hemograma: o paciente com leucemia mieloide aguda pode apresentar no hemograma anemia, neutropenia, presença de mieloblastos e plaquetopenia.
– Mielograma: a avaliação de esfregaço de aspirado de medula óssea deve ser feita imediatamente, como forma de análise preliminar da morfologia e direcionamento dos demais exames. A medula na leucemia mielóide aguda geralmente é hipercelular à custa de blastos.
– Reações enzimático-citoquímicas: devem ser realizadas como auxiliares ao diagnóstico em situações específicas.
– Biópsia de medula óssea: a biópsia pode quantificar melhor a celularidade e demonstrar aspectos não evidenciáveis pelo aspirado. Nos casos em que a hipercelularidade é intensa a biópsia é obrigatória para diagnóstico diferencial entre anemia aplásica ou síndrome mielodisplásica.
Exames laboratoriais gerais: é necessário fazer tipagem sanguínea ABO, Rh, função renal, enzimas hepáticas, ácido úrico, sódio, potássio, cálcio, sorologias para hepatite A, B e C, HIV, HTLV-I, citomegalovírus e vírus herpes simples, parasitológico de fezes. Exames de imagem também são necessários, como raio-x de tórax, eletrocardiograma e ecocordiograma transtorácico.

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Diagnóstico diferencial:

Os diagnósticos diferenciais da leucemia mieloide aguda são: aplasia de medula e outras situações de infiltração da medula por células neoplásicas não hematopoiéticas.

Tratamento:

O tratamento é dividido em tratamento de suporte e tratamento quimioterápico. O tratamento de suporte é feito com correção da anemia com concentrado de glóbulos, transfusão de plaquetas quando estiver menor que 10.000/mm³ em paciente estável, ou menor que 50.000/mm³ em paciente com sangramento. No período de granulocitopenia, o paciente permanece em alto risco de infecção bacteriana, necessitando de vigilância constante e pronta ação a qualquer processo febril para evitar septicemia.

A quimioterapia é usada com o intuito de cura, prolongamento da sobrevida ou alívio dos sintomas da neoplasia maligna. Em pacientes assintomáticos deve ser usada para tratar as formas agressivas de cânceres, nas quais a sobrevida dos indivíduos não tratados é curta ou quando o tratamento diminui a tava de recidiva e aumenta o intervalo de sobrevida livre de doença. O tratamento quimioterápico está contra-indicado quando não houver condições adequadas para se avaliar a resposta e monitorar as reações tóxicas e quando é pouco provável que o paciente sobreviva por mais tempo para obter benefícios da terapia. Assim, é necessário Leucemia mielóide agudaconsiderar indicações e contra-indicações do tratamento, melhor opção terapêutica, resposta da neoplasia às drogas, melhor forma de administração ou condições para suspensão, princípios para modificar a dosagem, comorbidades ou insuficiência orgânica e efeitos colaterais da própria droga.

No momento, a combinação de daunorrubicina ou idarrubicina e citosina arabinosídeo leva à remissão entre 50 e 90% dos pacientes. A remissão é definida como a normalização da contagem de neutrófilos e plaquetas; ausência de doença extramedular, além de mielograma e biópsia mostrando pelo menos 20% de celularidade, menos de 5% de blastos e ausência de bastonetes de Auer.



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