LINFOMA – O CÂNCER DO SISTEMA LINFÁTICO

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 08/04/2015

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Linfoma

 

O sistema linfático do nosso organismo é constituído por uma vasta rede de vasos, semelhantes às veias que levam o sangue. Tais vasos se distribuem por todo o corpo e têm a função de recolher o líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação. Outra importante função do sistema linfático é no mecanismo de defesa do nosso corpo, pois ele é um componente do sistema imunológico que produz e transporta glóbulos brancos, responsáveis pelo combate de agentes invasores.

O sistema linfático é extremamente importante para o organismo. Um dos sérios problemas que ele enfrenta é o linfoma. Isso acontece quando uma célula normal do sistema sofre mutação, cresce demasiado e se dissemina pelo corpo humano.

Dependendo do grau do linfoma, ele pode ser mais prejudicial e agressivo para a saúde humana. Geralmente, os linfomas estão divididos em dois grandes grupos: os de Hodgkin e os de não-Hodgkin. Os primeiros acontecem especificamente em um tipo de célula linfoide conhecido como célula de Reed-Sternberge; já os segundos são mais comuns e podem surgir em quaisquer outras células do sistema linfático.

Causas e Diagnóstico do Linfoma

Os linfomas não têm uma causa definida. Geralmente eles ocorrem mais em idosos e são relacionados a infecções crônicas. Contudo, ainda podem acontecer devido a fatores ambientais, como a exposição a certos químicos.

Para identificar a doença, o primeiro sinal é a presença de linfonodos, mesmo sem apresentar qualquer tipo de infecção. Isso acontece porque os glóbulos brancos passaram a crescer desordenadamente, levando ao crescimento exagerado do linfonodo. Os linfonodos infecciosos geralmente são bastante doloridos, mas não são comuns nos linfomas.

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O diagnóstico deve ser dado por um patologista, que, dependendo do caso, necessita submeter o paciente a uma biopsia do gânglio alterado. Depois de diagnosticada a doença, é preciso identificar no organismo outras possíveis áreas propensas a desenvolver o câncer.

Tratamento do Linfoma e recomendações

O tratamento mais utilizado para os linfomas é a quimioterapia. Alguns pacientes também necessitam utilizar a radioterapia como complemento. Anticorpos monoclonais, que são proteínas presentes no sistema de defesa do organismo alteradas em laboratório, também podem ser utilizados no tratamento associados à quimioterapia.

Mesmo o linfoma, na maioria dos casos, ser proveniente de doenças crônicas, há algumas medidas que podemos tomar para evitar que fatores ambientais levem ao câncer. Dentre elas, estão, principalmente: evitar a exposição prolongada a produtos químicos, em especial aos produtos agrícolas; prestar maior atenção aos sintomas se possuir o vírus HTLV ou HIV, pois esses pacientes correm mais risco de desenvolver linfoma; fazer um autoexame frequentemente, pois quanto mais o paciente souber sobre o próprio corpo, mais depressa poderá identificar possíveis alterações físicas; redobrar a atenção com os idosos, porque a doença tem maior incidência em pessoas com idades mais avançadas e de descendência europeia; procurar um médico imediatamente caso notar a presença de uma gânglio no pescoço, axila, virilha, especialmente se ele não for doloroso, tiver crescimento rápido, e não apresentar nenhum outro sinal de infecção.



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