LISTERIOSE | Sintomas – Tratamento

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 02/07/2013

PUBLICIDADE
Listeria

 

A listeriose é uma infecção causada pela Listeria monocytogenes. A transmissão ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, principalmente leite não pasteurizado e seus derivados; transplacentária durante bacteremia materna; contaminação fetal na passagem pelo canal do parto.

FATORES DE RISCO:

Pacientes imunocomprometidos, gestantes, neonatos e idosos estão no grupo de risco para listeriose.

SINAIS E SINTOMAS:

O quadro clínico da listeriose vai depender da forma clínica, podendo ser gastroenterite aguda, quadro gripal, septicemia, meningoencefalite, infecção focal ou granulomatose infantisséptica.

– Gastroenterite aguda: mais comum em pacientes imunocomprometidos. Causa febre, vômitos, diarreia, distensão abdominal.
– Quadro gripal: causa febre, mal estar, cefaleia, sintomas gastrointestinais e dor lombar.
– Septicemia: pode acometer neonatos, que se tornam sintomáticos após 3 dias de vida.
– Meningoencefalite: causa febre e sinais meníngeos.
– Infecção focal: causada por inoculação direta da bactéria.
– Granulomatose infatisséptica: acomente neonatos e é decorrente da infecção transplacentária.

DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS:

Os principais diagnósticos diferenciais da listeriose são: gripe, encefalopatia metabólica, infecção por Streptococcus sp. Ou bacilos entéricos em neonatos, pielonefrite, abortamento séptico, infecção pelo S. pneumoniae, H. influenzae, N. meningitidis, sepse neonatal, meningite neonatal.

- PUBLICIDADE -

EXAMES COMPLEMENTARES:

– Bacterioscopia e cultura de sangue, liquor, mecônio, lavado gástrico, placenta.
– Exame do líquor: pleocitose com predomínio de polimorfonucleares
– Testes sorológicos: úteis principalmente em casos de investigação epidemiológica.

COMPROVAÇÃO DIAGNÓSTICA:Listeriose

É realizada por meio dos dados clínicos e da demonstração de L. monocytogenes ou presença de anticorpos específicos.

TRATAMENTO:

O tratamento é sintomático. Em casos leves pode ser utilizado Ampicilina, Eritromicina ou Ciprofloxacino. Nos casos a primeira escolha é a Ampicilina associada à gentamicina. Em pacientes alérgicos pode ser utilizado Sulfametoxazol-trimetoprim.

PREVENÇÃO:

Deve-se cozinhar completamente os alimentos de origem animal, lavar vegetais crus, manter carnes não cozidas separadas de vegetais, não ingerir leite não pasteurizado e seus derivados; lavar mãos, facas e tábuas de corte após exposição a alimentos não cozidos. Indivíduos com alto risco devem evitar queijos frescos e reaquecer sobras ou alimentos pré-prontos. Tratamento antimicrobiano da infecção durante a gravidez pode prevenir a infecção fetal ou perinatal.



PUBLICIDADES


Deixe um Comentário

Antes de enviar seu Comentário, faça o cálculo abaixo: * Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Powered by WordPress | Designed by: Best SUV | Thanks to Toyota SUV, Ford SUV and Best Truck