MALÁRIA | Transmissão, Sintomas e Tratamento

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/02/2014

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Mosquito Anopheles

 

A malária é uma doença tropical transmitida pela picada do mosquito Anopheles, o qual é muito parecido com o pernilongo. O ciclo da malária é homem-mosquito-homem, ou seja, depois de picar o indivíduo infectado, o parasita desenvolve-se no mosquito até alcançar as glândulas salivares deste e, então, pela picada, infecta outra pessoa. Só a região amazônica é responsável por 98% dos casos de malária no Brasil.

Existem quatro tipos mais importantes de parasitas que infectam o homem: Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. A doença provocada pelo vivax é a mais comum no Brasil, a pelo malariae é a menos grave e a pelo ovale é típica da região africana.

Ciclo e transmissão do parasitaMalária

O plasmódio desenvolve-se em um ciclo assexuado dentro do mosquito, mas em um sexuado quando está no organismo humano. Assim, após 30 minutos da introdução do parasita na circulação sanguínea, ele alcança o fígado e se multiplica dentro das células hepáticas até que elas arrebentem. Então, ele se espalha pelo sangue e invade os glóbulos vermelhos até que eles também arrebentem.

A transmissão da doença acontece, principalmente, por meio da picada do mosquito infectado. Ela também pode acontecer em casos de transfusão de sangue, utilização de seringas e através da placenta para o feto.

Sintomas e tratamento

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Os sintomas da malária são febre alta e calafrios intensos, os quais se alternam com ondas de calor e sudorese abundante. Dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço também ser observados em indivíduos infectados. Dependendo do tipo de malária, os sintomas voltam a se repetir a cada dois ou três dias.

A malária pode também trazer algumas complicações para o indivíduo infectado. O estresse respiratório, por exemplo, exige um esforço maior para respirar e causa desconforto psicológico, o qual 25% dos adultos e 40% das crianças com malária falciparum aguda desenvolvem.

O período de incubação da doença depende do tipo de malária que o indivíduo adquiriu. Ele pode ser de 7 a 28 dias depois da picada.

Para o diagnóstico, existe o exame de lâmina, que consiste na análise de uma gota de sangue obtida através de uma pequena perfuração no dedo. Porém, caso a pessoa sinta febre logo após visitar uma zona de risco, há uma grande possibilidade de a doença ter sido contraída.

Ainda não há vacinas contra a malária e, caso a doença não seja tratada, ela pode levar a morte. O tratamento ministrado pelo Ministério da Saúde é por via oral, e não deve ser interrompido para que não haja recaídas. No caso da malária vivax, o medicamento é bem indicado e não causa efeitos colaterais. Já a falciparum, por exemplo, é bem mais complicada, o que dificulta muito seu tratamento.

Como recomendações médicas para evitar a contaminação, é indicado usar repelente, blusa de mangas longas e mosqueteira em lugares de risco; evitar expor-se em águas paradas, principalmente ao amanhecer e ao anoitecer; procurar serviço especializado antes de viajar para áreas de risco e, assim, tomar medicamentos antes, durante e depois da viagem; e nunca fazer a automedicação, sempre procurar um especialista no caso de suspeita da doença.



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