MELATONINA | O que é? – Benefícios – Suplementos

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 29/01/2016

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Melatonina

 

O sono é uma das funções mais importantes do corpo. O descanso do organismo, contudo, não depende da quantidade de sono, mas sim da qualidade dele. Para ajudar o corpo a obter qualidade no sono, a glândula pineal do cérebro produz um hormônio chamado melatonina, sendo desta forma mais conhecido como “hormônio do sono”.

A diminuição da produção de melatonina acarreta em problemas como insônia e perda da qualidade do sono. Isso acontece, geralmente, com o envelhecimento, pois o cérebro diminui espontaneamente a produção do hormônio. Mesmo assim para evitar distúrbios do sono, a melatonina pode ainda ser consumida na forma de suplementos, recomendados para facilitar o sono para adultos ou idosos.

O que é a melatonina

A melatonina é um hormônio produzido não apenas pelos animais, mas também pelas plantas. A substância é produzida no cérebro e passa a ser liberada na ausência de luz, com determinados sons, certa intensidade de calor ou outros agentes externos que estimulem o sono.

A produção de melatonina em seres humanos tem um ritmo circadiano pronunciado; as concentrações de melatonina no plasma a noite são pelo menos 10 vezes superiores às concentrações diurnas. É comum o organismo liberar o hormônio cerca de duas horas antes do horário habitual do sono; porém, os níveis plasmáticos máximos acontecem cerca de três ou quatro horas após a liberação da substância. O aumento na secreção de melatonina noturna desempenha um papel importante na iniciação e manutenção do sono.

Outra função da melatonina é agir como um antioxidante natural, auxiliando assim a restaurar tecidos afetados por raios UV.

Com o envelhecimento, é comum que o corpo diminua a produção do hormônio, requerendo, em alguns casos, a ingestão de medicamentos com base em melatonina, para suprir a falta da substância no organismo. Os remédios com base nesse hormônio são também recomendados para tratamentos de doenças como o Alzheimer, pois ajuda a recuperar os neurônios que são afetados progressivamente.

Benefícios da melatonina

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Dormir bem é essencial para que o corpo consiga se recuperar do desgaste do dia anterior. Além disso, a melatonina apresenta vários outros benefícios, pois ela: ajuda a emagrecer; protege e ajuda no tratamento de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral; controla a hipertensão arterial; auxilia no tratamento da diabetes; diminui as crises de enxaqueca; reduz a queda de cabelo quando provocada por causas genéticas.

Nos efeitos em longo prazo, a melatonina se destaca por proteger o corpo da ação do câncer de diversas formas. Graças a conformação química do hormônio, ele consegue entrar em todas as células. Agindo também como antioxidante, a melatonina consegue minimizar o mal causado pelos radicais livres que entram no corpo durante o dia. Finalmente, o hormônio também impede a formação de novos vasos sanguíneos que podem ser usados para alimentar algum tumor já existente.

Suplementos a base de melatonina e seus efeitos colaterais

Na maioria dos casos, é seguro ingerir suplementos de melatonina em doses baixas (0,1 a 0,5 mg), desde que haja acompanhamento e recomendação do médico. A ingestão do hormônio é aconselhada para quem apresenta baixa taxa de produção ou algumas doenças específicas. Crianças e mulheres grávidas ou amamentando não devem tomar melatonina, a não ser que o hormônio seja recomendado estritamente por um profissional.

A ingestão de suplementos pode trazer alguns efeitos colaterais, os quais passam assim que o paciente deixa de tomar os medicamentos. Dentre esses efeitos secundários, destacam-se: sonolência, baixa temperatura do corpo, sonhos vívidos, pequenas alterações na pressão sanguínea.

Para algumas pessoas, os suplementos de melatonina os deixam sonolentos. É importante que, se isso acontecer, o paciente não dirija ou opere máquinas que demandem atenção para o manuseio.

Existem comercialmente disponíveis alguns medicamentos que são análogos da melatonina e possuem a capacidade de atuar em seus receptores. Assim, são exemplos, o Ramelteon (Rozerem®), a Agomelatonina (Valdoxan®, Melitor®, Thymanax®), o Talsimeteon® e a Piromelatina®. Além deles, há o Circadin® (Neurim) que é a própria melatonina.



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