MISOFONIA – INTOLERÂNCIA A PEQUENOS SONS

Por: Cássia Rocha | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 27/04/2015

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Misofonia

 

Misofonia – o que é?

A misofonia ou “síndrome de sensibilidade seletiva do som”, é um transtorno bastante curioso no qual o portador se incomoda mais com “pequenos” barulhos, como alguém mascando chiclete, do que com uma britadeira em funcionamento, por exemplo.

Mas, apesar de parecer até engraçada à primeira vista, a misofonia pode afetar seriamente a vida social do indivíduo.

Como se manifesta

Em geral os primeiros sinais da misofonia aparecem no final da infância e vão se agravando com o passar dos anos.

No início a pessoa se incomoda com sons simples do dia-a-dia, como alguém mastigando durante uma refeição, mas até consegue tolerar. Com o passar do tempo, se não houver tratamento, a pessoa pode simplesmente não conseguir mais compartilhar uma refeição, e passa a se isolar nesses momentos. Além disso, quanto mais o tempo passa, mais sons são adicionados à “lista” dos insuportáveis.

Essa síndrome auditiva tem 11 níveis, e quanto mais alto o nível, menor a tolerância. O misófono é muitas vezes descrito como agitado e agressivo, porque o transtorno realmente pode levá-lo à ira e a sentir muita raiva de seu “alvo”. É uma reação totalmente irracional e precisa de tratamento.

Ao ouvir um som que o incomoda, o misófono pode sentir seus batimentos se acelerarem, aperto no peito e profunda raiva da pessoa causadora do som. Algumas crianças já com o nível alto da síndrome não conseguem nem mesmo ir à escola.

Barulhos incômodos

Veja alguns sons que costumam incomodar o misófono:

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– mastigação (em refeições ou salgadinhos e pipocas);
– o folhear de um caderno ou revista;
– alguém brincando com uma caneta (batendo na mesa ou fazendo repetidamente aquele “click” para surgir a ponta);
– brincar com o talher, batendo repetidamente no prato;
– digitação;
– mastigação de chicletes;
– agitar as pedras de gelo dentro de um copo;
– murmúrios;
– sapatos batendo no chão;
– sons de respiração;
– tosse;
– barulho de papel de bala;
– torneira pingando.

Transtorno auditivo?

Ainda não há consenso da causa exata dessa condição. Seu estudo é relativamente recente, iniciado nos anos 1990.

Alguns especialistas o consideram um transtorno auditivo, outros acreditam ser uma anormalidade fisiológica nas estruturas do cérebro que processam o som.

Tratamento

Seja como for, há tratamento para ao menos amenizar o problema. O diagnóstico é difícil, podendo ser confundido com bipolaridade, mania, distúrbios de ansiedade, entre outros. Mas, uma vez diagnosticada a síndrome, é possível iniciar um trabalho para trazer alívio ao paciente, de acordo com cada caso. O profissional irá avaliar a melhor linha de tratamento.

Dois tratamentos que costumam ser indicados são a Terapia Cognitiva-Condicional ou a Terapia de Retreinamento de Tinnitus (TRT – Tinnitus Retraining Therapy em inglês), também chamada de Retreinamento do Zumbido, onde o paciente usa aparelhos geradores de ruído. Com o tempo e o sucesso do tratamento, a pessoa passa a prestar cada vez menos atenção aos demais barulhos devido ao ruído gerado pelos aparelhos.



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