MONONUCLEOSE INFECCIOSA | Doença do Beijo

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/10/2012

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Mononucleose

 

É uma síndrome clínica causada pelo vírus Epstein-Baar (EBV), conhecida antigamente como doença do beijo ou das mil faces, devido à sua grande variedade de apresentações clínicas. Linfadenomegalia é um achado comum no exame físico e clinicamente os pacientes geralmente relatam fadiga, mal-estar, febre e dor de garganta.

Nos países em desenvolvimento a doença acomete crianças antes dos 3 anos de idade, e nos países desenvolvidos ocorre mais tardiamente. A síndrome clássica da mononucleose é uma apresentação não muito comum em crianças com menos de 4 anos de idade. Portanto, a tríade clássica da mononucleose, formada por fadiga, faringite e linfadenopatia, é mais encontrada nos adolescentes e adultos jovens.

Transmissão:

O vírus é transmitido através de gotículas de saliva e secreções vaginais, pelo ato sexual. Os infectados podem transmitir o vírus 6 meses após a doença aguda, e intermitentemente durante toda a vida. A reativação da replicação viral dentro da célula pode ocorrer assintomaticamente e o paciente se torna novamente infectante.

Sinais e Sintomas:

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O vírus apresenta um período de incubação de 30 a 50 dias. O início dos sintomas pode ser súbito ou gradativo, sendo que, na maioria dos casos, os sintomas se desenvolvem ao longo de vários dias e duram um tempo variável, resolvendo-se gradualmente em duas a quatro semanas.

As principais manifestações clínicas são: febre aguda ou prolongada, cansaço, mal-estar, fadiga, cefaléia, náuseas, dor abdominal, mialgia, dor de garganta e edema palpebral (sinal de Hoagland).

Ao exame físico as principais alterações encontradas são: linfadenopatia generalizada, dor de garganta com faringite e aumento das amígdalas, aumento do baço e do fígado e exantema maculopapular.

Complicações:

O edema do tecido linfoide tissular causa obstrução de vias aéreas, com estridor e dispneia (falta de ar).

Outras complicações são: cefaléia, convulsões, ataxia, meningite asséptica, mielite transversa, síndrome de Guillain-Barré e anemia hemolítica.

Diagnóstico:

As manifestações clínicas típicas juntamente com a linfocitose atípica sugerem o diagnóstico, porém, este só é confirmado por meio de testes sorológicos (anticorpos heterofilos e anticorpos específicos anti-EBV).

Os anticorpos específicos Anti-EBV costumam ser solicitados quando há suspeita clínica de mononucleose infecciosa porém, a pesquisa de anticorpos heterofilos foi negativa.

Tratamento:

O tratamento é feito com sintomáticos, glicocorticoides em casos de obstrução de vias aéreas por hipertrofia de amígdalas, anemia hemolítica, trombocitopenia com hemorragia, convulsões e meningite. Evitar o uso de AAS.



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