MUMIFICAÇÃO – O PROCESSO DE PRESERVAÇÃO DOS CORPOS

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 26/05/2015

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Mumificação

 

A mumificação é um método de preservação de corpos de pessoas ou animais mortos. Apesar de muitos acreditarem que a mumificação é um processo artificial para evitar a decomposição do cadáver, ela também pode ocorrer de forma natural através conservação do corpo pelo ambiente, como desertos, locais muito frios ou pântanos.

Ao longe de vários anos, muitas civilizações utilizaram esse processo, mas nenhuma delas foi tão bem sucedida quanto a população egípcia, que mantinha várias técnicas de mumificação diferentes, as quais variavam, principalmente, de acordo com a classe social da pessoa mumificada.

A mumificação no Egito Antigo

Os egípcios acreditavam na vida após a morte e, por isso, a alma deveria ser preparada antes de ir para o além. Assim, quanto mais poderosa economicamente era uma família, mais sofisticado era o método de mumificação.

Uma das práticas mais utilizadas consistia na liquefação do cérebro, que era retirado pelas vias nasais. Por incisões regulares feitas geralmente do lado esquerdo, eles retiravam os órgãos internos do corpo, com exceção dos rins e do coração. O crânio ainda era preenchido com resina quente e a cavidade estomacal, depois de limpa com aromatizantes e vinho, era recheada com especiarias, serragem e resina.

Depois do processo de tratamento do corpo e retirada dos órgãos, os egípcios revestiam o cadáver em natrão, um mineral composto por carbonato de sódio hidratado que era encontrado no deserto da região que hoje pertence à Líbia.

O processo de desidratação do corpo levava aproximadamente 70 dias. Após esse período, uma nova limpeza com óleos e especiarias era feita. A partir de então, eles começavam a envolver o defunto em bandagens, com colares, pulseiras e outros adornos, que podiam ser de linho ou de algodão e costumavam ter mais de 300 metros de comprimento.

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Para finalizar o processo, as bandagens eram seladas com resina de árvore e a múmia era colocada cuidadosamente dentro do sarcófago, que era levado até uma pirâmide para ser protegida e conservada.

Esse processo era extremamente caro e, portanto, apenas sacerdotes recebiam tal tratamento. Em alguns casos, cães, gatos ou outros animais de estimação do defunto também eram mumificados.

O processo era tão eficiente que muitas múmias permanecem preservadas até os dias atuais. Assim, com o avanço da ciência e dos testes químicos, ao analisar os sacerdotes mumificados, é possível identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos casos, até o que eles comiam.

Ainda por causa do processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. Eles aprenderam muito sobre a anatomia humana com o processo de abrir os corpos e a busca por substâncias de conservação dos corpos os levou a descobrir vários elementos químicos que servissem para essa finalidade.

A mumificação na América do Sul

Apesar de utilizarem técnicas muito menos sofisticadas do que os egípcios, existiu um povo na fronteira do Chile com o Peru chamado Chinchorro. Eles costumavam mumificar alguns defuntos há cerca de 7 mil anos, muito antes do que os egípcios.

Ainda na América do Sul, os Incas utilizavam outra técnica que trocava os tecidos do corpo por argila. Assim, o esqueleto era reforçado utilizando as estruturas internas como apoio. Eles também preenchiam o corpo com ervas de propriedades antissépticas. A dessecação era feita ao fogo, com a defumação. Para finalizar, o corpo era untado com betuma, bálsamo e outras resinas.



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