NEFROPATIA DIABÉTICA | A Doença Renal causada pelo Diabetes

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 23/09/2012

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Nefropatia diabética

 

A nefropatia diabética (ND) é uma complicação crônica do diabetes mellitus (DM). Acomete aproximadamente 35% dos portadores de DM tipo I e entre 10 a 40% dos tipo II e representa a principal causa de morte entre os diabéticos tipo I. Deve ser rastreada em pacientes com DM tipo II após 5 anos do diagnóstico e nos pacientes com DM tipo I no momento do diagnóstico do DM.

A ND evolui de acordo com três fases, conhecidas como: fase de nefropatia insipiente, fase de nefropatia clínica e fase de insuficiência renal terminal.

Sinais e Sintomas:

Fase incipiente: caracterizada por níveis aumentados de excreção urinária de albumina, o que define uma microalbuminúria (excreção urinária de albumina – EUA entre 20-200mcg/min). A função renal se mantém estável por 8-10 anos, os níveis pressóricos estão aumentados, o paciente apresenta dislipidemia, alteração da função endotelial e dos fatores de coagulação, aumento do LDL e triglicérides, diminuição do HDL e alterações histopatológicas renais, como espessamento da membrana glomerular.

Fase de nefropatia clínica: caracterizada por uma EUA maior que 200mcg/min ou proteinúria de 24 horas maior que 500mg. Os pacientes nesta fase geralmente são portadores de DM tipo II há mais de 10 anos, com idade avançada, obesidade, hipertensão arterial, mau controle glicêmico e colesterol elevado. Geralmente também, estão presentes outras complicações do DM, como retinopatia diabética, neuropatia diabética e neuropatia autonômica. Sem tratamento específico, após diagnóstico da nefropatia clínica, o paciente evolui em 7 a 10 anos para insuficiência renal terminal.

Fatores de risco:

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Os fatores de risco para o desenvolvimento da nefropatia diabética são: hiperglicemia, hipertensão arterial, colesterol elevado, tabagismo, alimentação e predisposição genética à HAS.

Rastreamento e Diagnóstico:

O rastreamento de ND deve iniciar-se após 5 anos de duração do DM em pacientes com tipo I e em pacientes com DM tipo II, deve ser feito por ocasião do diagnóstico de DM, devendo em ambos os tipos de DM, o rastreamento ser feito anualmente. Deve ser realizado inicialmente o exame comum de urina (EAS) e urocultura. Na presença de proteínas no EAS solicitar dosagem de proteínas totais em 24 horas, e na ausência de proteinúria, solicitar dosagem de albuminúria.

O diagnóstico é confirmado pela dosagem de proteína em 24 horas (valores acima de 200mcg/min), albuminúria e taxa de filtração glomerular.  

Prevenção e Tratamento:

A prevenção é dividida em primária, quando objetiva evitar o surgimento da ND, e secundária, que visa reverter ou retardar a evolução da ND.  Na prevenção primária deve-se fazer um controle glicêmico rigoroso e um tratamento anti-hipertensivo. Como prevenção secundária, deve-se fazer acompanhamento com o paciente a cada 3 meses, intervindo nos fatores de risco como tabagismo e dislipidemia. Deve-se fazer um tratamento adequado da HAS, objetivando valores pressóricos menores que 130/80mmHg, sendo utilizados principalmente anti-hipertensivos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA).



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