NUTRIÇÃO DO IDOSO | Orientação Nutricional

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/01/2013

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Nutrição idoso

 

O envelhecimento está relacionado com alterações fisiológicas que afetam a necessidade de vários nutrientes. As necessidades energéticas diminuem com o envelhecimento como resultado de alterações do metabolismo basal e atividade física. Ocorre declínio progressivo da disfunção do paladar e do olfato nessa faixa etária e essas perdas sensoriais podem resultar em consumo de dieta mais monótona.

O estado nutricional do idoso é também influenciado pelas condições socioeconômicas e pela presença de doenças crônicas e uso de medicações, que podem algumas vezes gerar interações medicamentosas indesejáveis com os nutrientes.

A ingestão energética total é determinada primeiramente pela necessidade de energia. Portanto, uma redução de 30% na necessidade de energia está acompanhada de 30% na redução de ingestão de alimentos.Legumes e verduras

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– Carboidratos: fornecem energia e previnem a perda dos estoques proteicos. As calorias advindas dos carboidratos devem compreender 50 a 60% das calorias diárias. A média de consumo deve ser de 130g/dia.
Fibras: é muito comum a queixa de constipação intestinal entre idosos por motivos como erros alimentares, imobilização, deficiência no aporte hídrico, doença diverticular e distúrbios motores. As fibras contribuem para aumentar o bolo fecal pela absorção de água. O aumento do consumo de fibras proveniente de cereais, frutas e vegetais em fases tardias da vida está associado à redução na incidência de eventos cardiovasculares, reforçando a orientação para o aumento do consumo de fibras na terceira idade. A ingestão de fibras deve ser de 20 a 35g/dia.
– Proteínas: as proteínas são os maiores componentes estruturais do corpo, além de funcionarem como enzimas, hormônios e carreadores intracelulares. Com o envelhecimento há uma diminuição de 45% do conteúdo proteico corporal. A recomendação é de 1g/kg/dia de proteína.
– Lípideos: o envelhecimento não altera qualquer das necessidades específicas para qualquer dos lípides essenciais. A ingestão de colesterol não deve ser superior a 300mg por dia; se houver hipercolesterolemia, a ingestão deve ser de até 200mg.
– Água: a ingestão hídrica deve ser de aproximadamente 30ml por quilo por dia. Desidratação é muito prevalente em idosos, por isso, paciente e seus familiares devem ser educados para enfatizar a importância da manutenção adequada da ingestão hídrica.
– Cálcio: a inadequada ingestão de cálcio contribui para a alta prevalência de osteoporose em pessoas idosas. É recomendado que a ingestão de cálcio seja de 1 a 1,5g/dia nas mulheres acima de 65 anos. Consumo excessivo de cálcio pode causar síndrome de Milk-alkali, litíase renal em idosos propensos à hipercalciúria e deterioração na absorção de alguns minerais, como o ferro, zinco e magnésio.
– Ferro: o envelhecimento está relacionado com o aumento gradual no estoque de ferro, tanto em homens quanto em mulheres. Consequentemente, a deficiência de ferro é incomum em idosos.



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