O QUE É GASTRITE? | Gastrite Aguda e Crônica

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 02/09/2012

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Gastrite é a inflamação do estômago (gastro = estômago, ite = inflamação) e está cada vez mais presente em nosso cotidiano.

Tal patologia pode ser classificada em aguda e crônica.

    Gastrite Aguda:

    É causada principalmente por medicamentos, como antiinflamatórios usados por um período prolongado ou em doses elevadas, que passam a agredir a mucosa do estômago. Tal mucosa é protegida por um muco produzido por parte das células gástricas (a outra parte produz suco gástrico, responsável pela digestão dos alimentos).

    Justamente este muco que protege o estômago, para que o suco gástrico não o prejudique e cause lesões.

    Um outro tipo de células produz ainda bicarbonato que serve para “diminuir” a acidez estomacal, caso esta esteja muito exagerada.

    O problema é que os antiinflamatórios alteram a produção de muco e bicarbonato e acaba havendo lesões diretas no epitélio (camada de células) do estômago, devido alteração também da produção de suco gástrico, que se torna elevado.

    Outros grandes vilões são: álcool, tabagismo e o estresse. Pessoas estressadas tem maior risco de apresentarem gastrite devido ao aumento na produção de suco gástrico.

    Os principais sintomas são queimação e azia.

      Gastrite Crônica:

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      É a irritação crônica da mucosa gástrica, ou seja, a irritação ocorrida por um período bem mais prolongado que a gastrite aguda, podendo ser meses ou até anos.

      Este tipo de gastrite pode ser auto-imune (o próprio organismo da pessoa cria uma situação em que prejudica-se a si próprio), pós – cirúrgica, ou ainda devido a um tipo de bactéria que pode colonizar (viver) no estômago humano, o Helicobacter pylori, (H. pylori).

      Geralmente a principal causa é justamente esta bactéria, mas o fator desencadeante é uma dieta incorreta, rica em gordura e alimentos ácidos. A transmissão deste tipo de bactéria se dá pela saliva e ela tem a capacidade de induzir um aumento da secreção gástrica. Seu tratamento é longo e nem sempre é totalmente eficaz.

      Assim como na Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), seu tratamento inclui além de medicamentos, mudanças nos hábitos de vida, a começar pela alimentação.

      Deve evitar:

      – Todo o tipo de comida gordurosa, incluído frituras;
      – Alimentos ácidos, incluindo tomate;
      – Estimulantes, como café, chocolate e mate;
      – Refrigerantes
      – Álcool;
      – Alimentos enlatados;
      – Tabagismo.

      É mais adequado dar preferência por carnes magras, legumes e verduras a vontade, também deve-se ingerir ao menos dois litros de água durante o dia.

      É aconselhável que pacientes com gastrite mastiguem bem os alimentos e comam devagar, também aconselha-se a não ingerir líquidos juntamente com as refeições e nem ficar um tempo muito prolongado em jejum, devendo portanto fracionar as refeições e se alimentar pelo menos a cada três horas, diminuindo desta forma os sintomas, principalmente o desconforto gástrico e auxiliando no tratamento medicamentoso, para que este se torne menos demorado e mais eficiente.



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