O SONO E A OBESIDADE, TUDO A VER!

Por: Dr. Eduardo Machado de Carvalho | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 26/09/2014

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Sono e Obesidade

 

A diminuição do tempo e qualidade do sono tem se tornado uma condição comum na sociedade moderna que pode ser resultado de uma variedade de fatores, incluindo as exigências do trabalho, responsabilidades sociais e familiares, doenças e distúrbios do sono. A literatura atual tem encontrado importantes associações entre o prejuízo no padrão habitual do sono e o aumento da ingesta alimentar.

O sono é um importante modulador da função neuroendócrina e do metabolismo da glicose, sua deficiência resulta em alterações metabólicas e endócrinas, incluindo uma maior incidência de diabetes, obesidade entre outras doenças.

Indivíduos com insônia relatam acordar muito cedo ou possuem dificuldades em iniciar ou manter o sono, apesar da oportunidade e as circunstâncias adequadas para o sono, ou seja, mesmo o indivíduo tendo tempo ou disponibilidade para dormir ele enfrenta as dificuldades para conseguir um sono tranquilo e prolongado.

Neste texto, explicarei como o sono prejudicado estará favorecendo o ganho de peso e consequentemente o aumento da obesidade.

Quantas horas de sono precisamos?

A necessidade de sono varia significativamente entre os indivíduos ao longo da vida. Enquanto a maioria dos adultos necessita dormir de seis a oito horas por noite, para alguns indivíduos saudáveis menos de seis horas de sono por noite pode suprir sua necessidade. Outros podem requerer de dez ou mais horas de sono por noite. Mesmo em crianças e adolescentes, há surpreendentemente pouca evidência científica para recomendar uma quantidade fixa de horas de sono. Mais do que a quantidade de horas dormidas, a qualidade do nosso sono é bastante importante para que o “tempo gasto” seja bem aproveitado e cumpra a sua função.

Qual a relação da insônia com a obesidade?

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Vários estudos recentes correlacionam a curta duração do tempo de sono com o aumento da gordura corporal, devido às alterações na liberação dos hormônios reguladores do apetite: grelina e leptina.

Além da alteração hormonal relatada que leva ao aumento da ingestão alimentar, o indivíduo que não possui um sono reparador permanece cansado durante o dia o que consequentemente faz diminuir a atividade física e o gasto calórico, contribuindo para o ganho de peso. Outro fator que se soma ao distúrbio hormonal e a diminuição da atividade física para o aumento do peso corporal é o fato que, ao se privar do sono e permanecer maior tempo acordado esses indivíduos acabam aumentando a ingesta alimentar.

O papel dos hormônios leptina e grelina na obesidade

Primeiramente irei explicar como esses hormônios atuam e em seguida mostrarei como a insônia pode alterá-los de forma a causar o ganho de peso.

O tecido adiposo, também conhecido como tecido gorduroso vai muito além de um estoque de energia, é também um importante secretor de hormônios e outras substâncias. Um importante hormônio produzido predominantemente por ele é a leptina, que regula a ingestão de alimentos e o gasto energético.

Outro hormônio muito importante é a grelina, conhecido como o hormônio da fome e produzido principalmente no estômago. Na ausência do alimento o estômago secreta a grelina que vai agir no cérebro disparando a sensação de fome, sendo assim um dos maiores sinalizadores para o início da ingestão alimentar.

Após termos compreendido como esses hormônios atuam no controle da fome e da saciedade, conseguiremos entender o seu mecanismo na geração do ganho de peso. Diversos estudos vêm mostrando que indivíduos que possuem insônia têm menores concentrações da leptina e maiores concentrações da grelina, o que faz aumentar a fome e a ingesta alimentar, gerando juntamente com os outros fatores citados o aumento da obesidade.



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