OBESIDADE NA CRIANÇA | A Obesidade Infantil

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 23/09/2012

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Obesidade infantil

 

Doença genética em que há um distúrbio do estado nutricional, com aumento do tecido adiposo e elevação do peso corporal. Na obesidade infantil e juvenil há um aumento do número e tamanho das células, o que difere da obesidade do adulto, na qual há aumento principalmente do tamanho celular. É essa diferença que justifica o porque da obesidade infantil responder pior ao tratamento, sendo que é mais fácil diminuir o tamanho das células gordurosas do que seu volume.

Causas:

A obesidade por ser classificada como primária (representa 90% dos casos) ou secundária. A primária é decorrente de predisposição genética, alto consumo calórico e baixo gasto energético, não há uma doença desencadeante. Já a obesidade secundária é decorrente de alguma patologia e deve ser suspeitada em casos de: rápido aumento de peso, achados dismórficos, perdas visuais ou auditivas, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e crescimento linear insuficiente.

Diagnóstico:

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O diagnóstico da obesidade é baseado no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) através da divisão do peso pela altura ao quadrado. A interpretação do resultado obtido, para crianças e adolescentes, é feita em gráficos considerando percentis. Sedundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é considerada obesa a criança que estiver acima do  percentil 97.

Tratamento:

A melhor conduta é a prevenção da obesidade, desde a gravidez até a vida adulta, pois aproximadamente 70% das crianças obesas tornam-se adultos obesos. O sucesso do tratamento depende do entendimento das crianças e da participação ativa dos pais. Como as crianças ainda estão em fase de crescimento e desenvolvimento, não se deve incentivar perdas ponderais grandes e as dietas não podem ser muito restritivas. Atualmente, as medidas disponíveis para tratamento são: dieta, atividade física, medicações e cirurgia.

A dieta é a primeira e principal medida terapêutica. Deve-se aconselhar modificações alimentares, incluindo a ingestão de alimentos menos calóricos, mastigar corretamente os alimentos e não realizar lanches nos intervalos das principais refeições.

As medicações para obesidade em crianças são restritas para os casos que possuem comorbidades associadas, podendo ser utilizadas como coadjuvante da dieta e atividade física.



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