ÔMEGA 3 | Benefícios e Riscos

Por: Iramar Greco | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/07/2017

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Ômega 3

Há alguns anos o ômega 3 vem ganhando adeptos e a propagação de ser um dos grandes aliados da boa saúde fez surgir no mercado uma quantidade expressiva de suplementos que lota as prateleiras de drogarias e lojas de produtos naturais. Mas, você sabe o que é ômega 3, quais os seus reais benefícios para a saúde e as contraindicações?

O ômega 3 é um conjunto de ácidos graxos da família dos poli-insaturados e sua composição contém três tipos diferentes: o alfa-linolênico (ALA), o eicosapentaenoico (EPA) e o docosahexaenóico (DHA). Esses ácidos, que atuam na proteção da saúde cardiovascular e das funções cerebrais, não são produzidos por nosso organismo e só podem ser obtidos através da alimentação ou de suplementos especiais.

Ao contrário de várias outras gorduras, a poli-insaturada do ômega 3 faz bem ao organismo porque forma uma camada de lipídio nas membranas celulares melhorando de forma substancial suas funções. Além disso, esse tipo de gordura é fonte de energia, dá sabor aos alimentos e é essencial para a absorção das vitaminas lipossolúveis, A, D, E e K, pelo intestino.

As principais fontes de ômega 3 são os peixes de águas geladas e profundas como a sardinha, o arenque, o salmão e o atum, além das algas marinhas, todos ricos nos ácidos EPA e DHA; sementes de linhaça e de chia, e as nozes, são fontes de ácido alfa-linoleico, ou ALA.

Benefícios do Ômega 3:

O consumo de ômega 3 pode proporciona diversos benefícios para a saúde. Entre eles estão: ação anti-inflamatória, capacidade de fortalecer o sistema imunológico, controle da pressão arterial, evita coágulos sanguíneos e estimula a vasodilatação, reduz os níveis de colesterol e triglicérides, protege a retina prevenindo a degeneração macular, ajuda a formação da bainha de mielina melhorando o desempenho cognitivo e a atividade cerebral, auxilia no tratamento da depressão promovendo o bom humor e o bem-estar, alivia os sintomas da artrite reumatoide, restaura o equilíbrio da massa óssea prevenindo a osteoporose, diminui o risco de diabetes do tipo 2, e pode auxiliar no combate à obesidade.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, incluir peixe no cardápio duas vezes por semana é o suficiente para abastecer o organismo de ômega 3 e prevenir alguns problemas de saúde. Se não for possível, basta optar por alga marinha os pelas sementes ricas em ALA.

Há no mercado alguns alimentos industrializados, como pães, leite, ovos, cereal, creme vegetal, entre outros, enriquecidos com ômega 3, mas é preciso ficar atento. Antes de comprar, observe qual a quantidade e o tipo óleo utilizado na preparação; o vegetal é mais barato e não consegue o mesmo resultado do óleo de peixe. O mesmo cuidado vale para os suplementos pois há muitas fraudes nas cápsulas. Se o preço for muito mais baixo do que a média, desconfie. Muitas delas não fornecem a quantidade necessária de EPA e DHA, e algumas nem contém ômega 3, sem citar o risco de apresentarem toxinas e metais pesados.

Estudos observacionais em adultos geralmente saudáveis ​​e ensaios randomizados em pacientes com doença cardíaca coronária indicam que o consumo modesto de óleo de peixe (aproximadamente 250 mg  por dia de EPA + DHA) pode reduzir o risco de morte por doença cardíaca e morte cardíaca súbita. Isto é de particular importância em indivíduos que já possuem doença cardíaca coronariana ou seja de alto risco para esta doença. Vários ensaios randomizados mais recentes não conseguiram demonstrar efeitos significativos, embora uma meta-análise demonstrou reduções modestas na mortalidade por doença cardíaca coronariana.

Riscos da suplementação de Ômega 3:

As cápsulas de ômega 3 devem ser consumidas com moderação e sempre sob orientação médica ou nutricional pois podem existir riscos. O excesso desses ácidos no organismo pode desenvolver ou agravar doenças.

Portadores de problemas de coagulação, como hemofílicos por exemplo, devem evitar o consumo em doses elevadas do suplemento porque o ácido graxo concentrado nas cápsulas deixa o sangue mais fluído e pode provocar sangramento. O mesmo se aplica a quem possui prótese cardíaca. Em gestantes, o excesso de ômega 3 pode prejudicar o feto.

A suplementação de Ômega 3 aumenta o risco de câncer?

Em geral, a evidência atual não suporta nenhum efeito importante do consumo de peixe ou óleo de peixe no risco de câncer.

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