OSTEOPOROSE | Causas – Sintomas – Tratamento

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 11/04/2015

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Osteoporose

 

Os ossos do nosso organismo são compostos por uma matriz com complexos de minerais de cálcio. Constantemente, ocorre um processo de renovação nos ossos, com a reabsorção de células envelhecidas e a formação de novas células. Esse processo é fundamental para a recomposição do osso, principalmente quando ocorre alguma fratura.

Com o passar do tempo, contudo, a produção de células novas para os ossos diminui e a reabsorção das células velha aumenta. Dessa forma, os ossos perdem resistência, tornando-se mais porosos. Grandes perdas dessas células ósseas caracterizam a osteoporose, uma condição metabólica relacionada ao envelhecimento.

Causas e Sintomas da Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa, por isso o primeiro sintoma pode aparecer quando ela já estiver em uma fase mais avançada. Geralmente, ela se manifesta pela fratura de algum osso que já está com alta porosidade e, portanto, muito fraco.

Junto com a fratura, o paciente deve sentir muita dor no local. Geralmente, as lesões acontecem nas vértebras, levando a sérios problemas de coluna. É também comum que o fêmur, o punho e a costela sofram com a osteoporose.

Sendo a doença uma condição metabólica, é possível apontar alguns fatores de risco que levam ao seu acontecimento. Dentre eles, destacam-se: história familiar da doença; pessoas de pele branca, baixas e magras; asiáticos; deficiência na produção de hormônios; medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia; alimentação deficiente em cálcio e vitamina D; baixa exposição à luz solar; imobilização e repouso prolongados; sedentarismo; tabagismo; consumo de álcool; certos tipos de câncer; algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.

Diagnóstico da Osteoporose

O exame mais utilizado para medir a densidade mineral óssea e, portanto, diagnosticar a osteoporose é a Densitometria Óssea. A densidade mineral óssea (DMO) ajuda a prever o risco de fratura e pode ser utilizada em combinação com a idade e outros fatores de risco para estimar o risco de fraturas.

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Orientações baseadas em revisões sistemáticas e uma análise de custo-eficácia sugeriram que vale a pena medir a densidade mineral óssea em mulheres com mais de 65 anos e, talvez, usar fatores de risco para selecionar mulheres que estão na menopausa (que já pararam de menstruar), porém mais jovens, à realizar a densitometria.

Envelhecimento

A densidade dos ossos aumenta até os 35 anos, depois disso, ele passa a ficar mais frágil e poroso. Assim, até tal idade, as pessoas apresentam maior equilíbrio nos processos de reabsorção e criação dos ossos. Com o envelhecimento, a perda óssea passa a ser um processo natural do organismo. Se o paciente não apresentar um estoque de densidade óssea que seja suficiente para suprir a reabsorção, os ossos ficam porosos e quebradiços, levando à osteoporose.

Já para a mulher, há um outro fator além da velhice que pode aumentar as chances da osteoporose: a menopausa. Durante o período fértil, há uma produção acentuado do hormônio estrogênio, o qual retarda a reabsorção dos ossos e auxilia na fixação do cálcio. Depois da menopausa, a produção de estrogênio é muito reduzida, o que contribui para a perda de massa óssea acelerada, especialmente nos primeiros anos após a menopausa. Portanto, a menopausa pode atuar como um gatilho para a osteoporose.

Em homens, baixos níveis de testosterona podem favorecer a osteoporose, uma vez que este hormônio entra na formação do tecido ósseo, mas não de forma tão acentuada quanto a perda de estrogênio para a mulher.

Prevenção e tratamento da Osteoporose

A prevenção à osteoporose deve começar na infância, pois, até os 20 anos de idade, cerca de 90 % do esqueleto já está formado. A adolescência é a fase mais importante para garantir a formação da maior massa óssea possível.

Há, portanto, três recomendações básicas para prevenir a doença: ingerir cálcio, tomar sol para fixar a vitamina D no organismo e realizar exercícios físicos regularmente.

Antes de iniciar um tratamento, o médico deve determinar qual fator levou o paciente à condição da osteoporose. Assim, o tratamento visa evitar fraturas nos ossos e diminuir a ou aniquilar a dor quando existente.

Alguns diferentes tipos de medicamentos que podem ser utilizados para tratar a osteoporose incluem: Os bisfosfonatos (alendronato, risendronato entre outros), hormônios sexuais, modeladores de receptores de estrogênio e calcitonina.



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