OTITE MÉDIA CRÔNICA

Por: Carla Ciriani Pedroso | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 09/10/2013

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Otite média crônica

 

É uma inflamação da orelha média, ou seja, que vai da membrana timpânica até as cavidades anexas à tuba auditiva. Possui duração superior a 3 meses sem sinal de melhora. Suas características são: reações teciduais irreversíveis que podem estar associadas à perfuração persistente da membrana timpânica e a otorréia.

Classificação:

É classificada em otite média crônica não colesteatomatosa e colesteatomatosa. A primeira geralmente é decorrente de otite média aguda de repetição, otite média aguda necrosante ou trauma (barotrauma, cotonete ou fratura do osso temporal). A forma clínica da não colesteatomatosa divide-se em Lillie tipo I (simples) e Lillie tipo II (supurada).  Na Lillie simples, o paciente Anatomia ouvidoapresenta otorréia intermitente (água no ouvido), mucosa normal, perfuração central, cadeia ossicular íntegra (perda auditiva leve). Já a forma supurada apresenta-se como otorréia contínua, mucosite, granulação, pólipos, perfuração ampla e erosões de cadeia ossicular (ossos: bigorna, martelo e estribo).

Tratamento:

Deve-se realizar audiometria, a qual geralmente demonstra leve diminuição auditiva pela perda do processo tímpano-ossicular. Independente de qual bactéria seja a causadora, deve ser feito o tratamento local com retirada da mastóide e do tecido inflamado. Ou seja, as ações de limpeza são mais válidas do que saber qual a bactéria que está causando a doença. O tratamento clínico é feito com limpeza, gotas antibióticas, cauterização focal (feita com o ácido tricloroacético, antibióticos sistêmicos).  O tratamento final é sempre cirúrgico com timpanoplastia simples nos casos de Lillie simples (tipo I) e timpanomastoidectomia nos casos de Lillie supurada (tipo II).

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Já a otite média crônica colesteatomatosa se caracteriza por queratina e tecido epitelial na orelha média, sendo uma doença rara e mais frequente no sexo masculino. Sua classificação dividi-se nas formas congênitas e adquiridas. A primeira possui restos epiteliais nas orelhas com membrana timpânica intacta e sem história prévia de infecções (erro embriológico do osso temporal), o qual pode levar a perfuração secundária da membrana timpânica, e também podem ser confundidos com otite média aguda devido ao aspecto da membrana timpânica na otoscopia. Quando possuem localização mais profunda, podem permanecer sem sintomas durante anos. Os primeiros sintomas podem ser: paralisia facial, perda auditiva ou vertigem.  Já a forma adquirida da otite média crônica colesteatomatosa divide-se em duas, em primária e secundária. A forma primária ocorre a partir de defeitos ou bolsas de retração na região cortical da membrana timpânica, quase sempre relacionado com disfunção da tuba auditiva. Nessa forma, ocorre retração da parte flácida da membrana timpânica formando uma bolsa de tecido epitelial (matriz). Já na forma secundária, a origem é a perfuração timpânica marginal, ocasionada por tratamentos inadequados das otites médias crônicas. O que causa a perfuração nesse caso é o colesteatoma por invaginação do tecido epidérmico no conduto auditivo externo.

Na primária e secundária, o quadro clínico é caracterizado por otorréia fétida, perda auditiva condutiva, otorragia, otalgia, vertigem e cefaléia. Nesses dois casos, o exame a ser realizado é audiometria para ver se existe algum comprometimento auditivo. O tratamento é cirúrgico com mastoidectomia. As complicações das otites médias que podem ocorrer são: mastoidite, abscesso, fístula retroauricular, paralisia facial, fístula labiríntica, labirintite supurada, petrosite, meningites, abscessos cerebrais e trombose de seio lateral.



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