PANCREATITE AGUDA | Sintomas – Causas – Diagnóstico – Tratamento

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 27/09/2012

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Pancreatite

 

A Pancreatite aguda é uma doença inflamatória aguda do pâncreas, que acomete as estruturas peripancreáticas e órgãos distantes, decorrente da ingestão da auto-digestão tecidual pelas próprias enzimas pancreáticas.

Nos casos mais graves pode desenvolver Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), podendo levar ao óbito. Porém, na grande maioria dos pacientes, não ocorre sequelas morfológicas nem funcionais no pâncreas.

Ocorre uma inflamação no pâncreas associadas a áreas de necrose gordurosa, acometendo o parênquima e tecido peri-pancreático, omento e mesentério. Nos casos mais graves há extensas áreas de necrose,ruptura vascular e focos de hemorragia.

Causas:

As principais causas de pancreatite aguda são:

– Litíase biliar;
Alcoolismo;
– Aumento do colesterol;
– Trauma;
– Infecção viral;
– Fármacos;
– Hipercalcemia;
– Tumor de pâncreas.

Sinais e Sintomas:

O paciente apresenta caracteristicamente dor abdominal aguda, náuseas e vômitos recorrentes. A maioria dos pacientes refere dor abdominal aguda na parte superior, contínua e pode se localizar em mesogástrio, quadrante superior direito, ser difusa ou, raramente, à esquerda. As características marcantes da dor são disposição em barra e irradiação para o dorso. É necessário o uso de analgésicos opióides para o controle.

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Os sintomas da pancreatite por causa alcoólica frequentemente aparecem após um ou três dias de ter cessado o consumo. Os pacientes também apresentam dor abdominal, náuseas, vômitos, inquietação, agitação e alívio da dor e posição de flexão anterior do tórax.

O paciente também pode apresentar febre, sinais de desidratação, taquicardia, dor leve à palpação abdominal até sinais de irritação peritoneal com descompressão dolorosa.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais da pancreatite aguda são:

– Doença péptica
– Úlcera perfurada
Colelitíase, coledocolitíase, colecistite aguda
– Isquemia mesentérica
– Obstrução intestinal aguda
– Infarto agudo do miocárdio anterior
– Dissecção aórtica abdominal
Gravidez ectópica

Diagnóstico:

Como a clínica da pancreatite é similar a muitas outras patologias agudas, o diagnóstico baseado apenas nos sinais e sintomas é difícil. A confirmação diagnóstica exige a dosagem de amilase e lípase e exame de imagem do pâncreas.

A amilase costuma se elevar já no primeiro dia do quadro clínico e se manter elevada por 3 a 5 dias. É considerada normal quando os valores estão abaixo de 160U/l. A lipase aumenta também no início do quadro clínico, porém se mantém elevada por mais tempo, durante 7 a 10 dias.

A tomografia computadorizada com contraste oral e venoso é o melhor método de imagem para a visualização de pancreatite aguda moderada ou grave.

Tratamento:

O tratamento da forma leve da pancreatite aguda é feito com analgesia, hidratação venosa e controle eletrolítico e ácido-básico. Já o tratamento da forma grave é feito com analgesia (pode ser utilizado meperidina), hidratação venosa, suporte nutricional e antibioticoterapia profilática. O antibiótico de escolha é o Imipenem, administrado durante pelo menos 10 dias, se a infecção for confirmada, manter por 2 a 3 semanas.



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