PARACOCCIDIOIDOMICOSE | Sintomas – Diagnóstico – Tratamento

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/10/2012

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É uma micose sistêmica que tem como agente causal o fungo Paracoccidiodes brasiliensis. É a micose mais comum na América do Sul, e no Brasil predomina nas regiões Sul e Sudeste.

A contaminação ocorre através da pele ou aspiração. Ao serem inalados, os fungos atingem os alvéolos, onde se transformam em leveduras, que são as formas infectantes. A resistência à infecção é determinada pela capacidade do hospedeiro em diminuir a disseminação fúngica, sendo a resposta imunocelular o principal mecanismo de defesa.

Sinais e Sintomas:

Os pacientes mais acometidos são homens brancos e com histórico de trabalho no campo. O acometimento pulmonar frequentemente é crônico, localizado ou generalizado.

Além dos pulmões outros órgãos podem ser acometidos, como pele, mucosas, ossos, linfonodos, laringe, cérebro, sistemas digestivo, urogenital e supra-renal.

Clinicamente o paciente apresenta dispneia (falta de ar), tosse produtiva ou seca, expectoração hemoptoica (com sangue) e dor torácica. Alguns pacientes referem também perda de peso, astenia, febre e sudorese.

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Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais são: tuberculose, sarcoidose, outras micoses, sequelas de pneumonias e neoplasias.

Diagnóstico:

O diagnóstico é suspeitado pela clínica e confirmado pelo achado do fungo. Os demais exames, como hemograma, VHS, mucoproteínas e eletroforese de proteínas são inespecíficos.

A radiografia de tórax também é muito útil no diagnóstico. Geralmente as alterações pulmonares são bilaterais, difusas, com maior acometimento nos campos médios, formando uma imagem que sugere ‘asas de borboleta’.

A tomografia computadorizada de tórax permite uma visualização melhor do acometimento pulmonar.

Tratamento:

O tratamento é feito com Itraconazol 100 a 200mg/dia, durante 6 a 12 meses. Como efeito colateral pode causas náuseas, dispepsia, dor abdominal e constipação.

O cetoconazol também pode ser usado. Em casos graves ou resistentes, a anfotericina B é utilizada.

Se após o tratamento houver cura clínica e radiológica, com sorologia negativa, o paciente é considerado curado. Se a sorologia persistir positiva, o tratamento deve continuar.

Prognóstico:

Se o diagnóstico for precoce e o tratamento correto, o prognóstico é bom. Porém, o mesmo não ocorre quando as lesões pulmonares evoluem para fibrose com retração e insuficiência respiratória. Neste caso há cura da doença, porém sequelas irreversíveis.

Nos pacientes que abandonam o tratamento o prognóstico também é ruim, pois evoluem para cronificação e disseminação da doença. O óbito pode ocorrer devido lesões em vias aéreas, pulmões e insuficiência supra-renal.



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