PÉ DIABÉTICO | Complicação do Diabetes

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 26/09/2012

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Pé diabético

 

O pé diabético é uma das complicações do diabetes mellitus (DM) que ocorre quando o paciente já apresenta neuropatia diabética. Com a neuropatia diabética, o pé torna-se insensível, ocorrendo fissuras e calos sem o paciente sentir, com isso, há evolução para infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profundos. Aproximadamente 85% das amputações de membros inferiores relacionadas ao DM são precedidas por ulcerações nos pés.

As ulcerações são decorrentes principalmente da neuropatia periférica, de traumas superficiais e deformidades nos pés. Podem ser prevenidas através do uso de calçados adequados, inspeção regular dos pés e cuidados especializados.

Classificação:

– Grau 0: sinais de neuropatia e/ou isquemia, sem ulceração;
– Grau I: úlcera superficial;
– Grau II: úlcera profunda sem abscesso e sem osteomielite;
– Grau III: úlcera profunda com celulite, abscesso, osteomielite, gangrena do subcutâneo;
– Grau IV: gangrena em pododáctilo;
– Grau V: gangrena em todo o pé.

Áreas de risco para lesões:

– Dedos;
– Sulcos interdigitais;
– Região distal do pé;
– Região medial do pé.

Sinais clínicos:

Há desaparecimento ou diminuição dos reflexos do tendão, das rótulas e do calcanhar e diminuição da sensibilidade térmica e dolorosa.

Sinais clínicos de infecção na úlcera:

– Secreção purulenta.
– Odor forte.
– Celulite na borda da úlcera.

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Diagnóstico:

O diagnóstico do pé diabético é feito através da clínica da neuropatia, ou seja, diminuição da sensibilidade; calosidades, alterações das unhas, diminuição ou ausência dos pulsos arteriais distais e esfriamento do pé.

O exame físico bem realizado, com inspeção total dos pés, dedos e unhas. O teste de monofilamento deve ser realizado para avaliar a sensibilidade tátil do paciente.

Tratamento:

Deve ser feito antibioticoterapia empírica nos casos leves, com Amoxacilina e Clavulanato ou Ampicilina. Nas infecções profundas deve-se fazer antibioticoterapia com Ampicilina e Sulbactam, que são medicações de um espectro maior; e debridamento, para retirar todo o tecido morto e infectado.

A amputação sempre é necessária dos graus IV e V.

Quando houver osteomielite o antibiótico deve ser mantido por 3 semanas.

Prevenção:

A prevenção do pé diabético é feita através dos seguintes cuidados:

– Não andar descalço;
– Não deixar o pé de molho em água quente;
– Cortar as unhas retas;
– Não usar calçados apertados, de bico fino, com sola dura ou tira entre os dedos;
– Não usar remédios para os calos, nem cortá-los;
– Enxugar bem os pés e entre os dedos;
– Inspecionar os calçados antes de calça-los;
– Usar meias sem costura ou com a costura para fora;
– Examinar os pés diariamente.



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