PÉ TORTO CONGÊNITO

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 23/09/2012

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Deformidade congênita do pé, que envolve suas partes ósseas e moles. Representa a deformidade congênita mais comum dos pés, acomete cerca de 1 em cada 1000 nascidos vivos, sendo a maioria meninos, e em metade dos casos ocorre em ambos os pés.  A causa ainda é desconhecida, considera-se que seja decorrente de vários fatores.

Apresentação clínica:

A criança apresenta ao nascer um ou ambos os pés tortos, com ângulo de inclinação do tálus diminuído e redução do tamanho do seu corpo e colo, perna atrofiada e um pé menor que o normal. Deve ser feito um exame físico completo da criança, considerando que em algumas situações o pé torto congênito pode estar associado à outras patologias, como disrafismo espinhal, displasia congênita do quadril e artrogripose. Dependendo da gravidade da alteração e das manifestações clínicas o pé torto pode ser classificado como:

– Pé torto congênito postural: alteração leve, grande flexibilidade, corrigível com manipulação e poucas trocas de gesso.
– Pé torto congênito verdadeiro: há uma deformidade mais acentuada, o pé é menos flexível, pode apresentar pregas cutâneas plantares e/ou dorsais, tem um bom prognóstico com tratamento conservador.
– Pé torto congênito teratológico: há uma grande rigidez no pé acometido, dificuldade de correção, alta taxas de recidivas e frequente associação com outras síndromes.

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Diagnóstico:

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação da deformidade óssea na criança e no exame físico completo e bem realizado.

Tratamento:

O tratamento tem como objetivo conseguir um pé plano, indolor, flexível, com força preservada e que permita o uso de calçados. Pode ser conservador ou cirúrgico, optando preferencialmente, pelo conservador, com manipulações e trocas de gessos.

O tratamento conservador mais usado é baseado na técnica de Ponseti, que consiste na manipulação e imobilizações gessadas durante 6 a 10 semanas. O gesso é trocado semanalmente e a cada troca é acrescentado um grau maior de correção. Após a última imobilização gessada, a criança é colocada em um aparelho por 2 a 3 meses chamado férula de Denis-Browne, e após esse período é colocado só apenas durante o período do sono, por mais 2 a 4 anos.

Quando o tratamento conservador não for eficaz, indica-se o tratamento cirúrgico, podendo ser realizado apenas quando a criança tiver mais de 9 meses.



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