PEDRAS NOS RINS X ALIMENTAÇÃO

Por: Dr. Eduardo Machado de Carvalho | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 27/04/2016

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Pedra nos rins

 

Pedra no rim, cálculos renais, litíase ou nefrolitíase são vários dos nomes que identificam uma condição na qual se formam microcristais nos rins, e que, com o avançar e acumular de cristais leva à formação de pedras cujo tamanho pode mesmo atingir mais de 1 cm de diâmetro. Esta alteração nas funções do sistema urinário tem como consequências a deficiente filtração sanguínea, bem como o aparecimento de imensas dores ao portador.
Estudos sugerem que o consumo excessivo de proteína de origem animal possui elevado risco na formação de pedras nos rins, provavelmente devido à sobrecarga de aminoácidos com um elevado conteúdo de enxofre.

O que dizem então os estudos em relação ao tratamento do cálculo renal?

A grande maioria das pedras são formadas por oxalatos de cálcio e deste modo pensava-se que eram formadas pelo consumo excessivo de cálcio, por isso as recomendações primárias eram a diminuição do consumo deste mineral. No entanto foi publicado um estudo que comparou várias dietas no tratamento e prevenção da formação de pedras nos rins concluindo que a principal causa da formação destas era o consumo excessivo de sal e de proteínas de origem animal. Quando consumidos em pequenas quantidades diminui então para metade o risco de se voltar a ter esta condição.

E em relação ao oxalato que está presente em muito vegetais?
Um estudo recente constatou que não houve aumento de risco na formação de cálculos renais com o aumento do consumo de vegetais. Na verdade, o maior consumo de alimentos vegetais integrais, frutas e hortaliças foram associados com o reduzido risco para a formação de pedras nos rins.

Cristais de ácido úrico

Formação de cristais ao consumir dieta padrão por 5 dias e efeitos de uma dieta a base de plantas nos 5 dias seguintes.

A razão pela qual uma redução na proteína animal ajuda não é apenas por reduzir a produção de ácidos no corpo mas também por limitar a excreção de urato (cristais de ácido úrico que atuam como potenciador dos cálculos renais). O cálculo de ácido úrico é o segundo tipo mais comum após as de cálcio. Há duas maneiras de se reduzir a quantidade de ácido úrico na urina: em primeiro lugar a diminuição do consumo de proteína animal e em segundo o uso de medicamentos. Por exemplo a remoção de toda a carne pode diminuir até 93% do risco de cristalização de ácido úrico, não sendo então necessário introduzir medicação caso o paciente elimine estes alimentos temporariamente da dieta.

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Estas problemáticas podem ser resolvidas se aumentarmos o pH da urina para o valor ideal de 6.8. Utilizando a dieta, principalmente através da redução da carne, podemos levar uma pessoa com um pH de 5.9 a aumentá-lo rapidamente para os 6.8.

Prevenção do cálculo renal:

E para quem não possui cálculos renais, é possível prevení-los?
A resposta é sim!

Da mesma maneira que nem todos os alimentos de origem animal são de igual modo acidificantes também os de origem vegetal variam na sua capacidade de combater esta acidificação, para isso foi realizada uma escala chamada LAKE (Load of acid to kidney evaluation) para ajudar a simplificar para o público em geral as diferentes cargas de ácido/base para os rins.

Acidificação dos alimentos

Resumindo, os tipos de cálculos renais mais comuns são: pedras de oxalato de cálcio, pedras de fosfato de cálcio, de ácido úrico, de cistina e de estruvita, sendo que o melhor que podemos fazer em termos dietéticos é beber 10 a 12 copos de água por dia, reduzir as proteínas animais, o consumo de sal, e aumentar a ingestão de mais frutas e vegetais na nossa dieta.

Fontes:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23503881
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14673606
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24518789
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24859445
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23439376
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22649959
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16411127


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