PÊNFIGO FOLIÁCEO

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 31/05/2013

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Pênfigo foliáceo é uma dermatite bolhosa, potencialmente fatal, caracterizada por bolhas intradérmicas elevadas com a presença de células acantolíticas. É mais frequente em adultos jovens do sexo masculino. É endêmica no Brasil, principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Paraná, São Paulo, Rondônia, Acre, Amazonas e Distrito Federal.

Causas:

Possivelmente a doença é decorrente de um mecanismo autoimune, com etiologia desconhecida.

Fatores de risco:

Os fatores de risco para o pênfigo são: trabalhar em zona rural e residir em zona endêmica.

Sinais e sintomas:Pênfigo foliáceo

O paciente apresenta lesões eritematobolhocrostosas, inicialmente na face e tórax. Após algumas semanas ou meses podem regredir ou evoluir para bolhas e crostas disseminadas por todo o corpo. Pode ocorrer febre, mal estar, prurido e ardor no corpo. Após essa fase, que pode durar meses, regressão das lesões ou evolução para a fase eritrodérmica que tem evolução crônica durante anos, podendo levar a caquexia e morte. Não há acometimento das mucosas.

Diagnósticos diferenciais:

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Os principais diagnósticos diferenciais do pênfigo são: pênfigo vulvar, penfigoide bolhoso, impetigo bolhoso, eritema multiforme, dermatite herpetiforme e erupção medicamentosa.

Exames complementares:

Os exames complementares necessários são: raio-x de tórax, glicemia e biópsia de pele.

Comprovação diagnóstica:

O diagnóstico definitivo é realizado através dos dados clínicos juntamente com a biópsia.

Complicações:

As complicações possíveis do pênfigo foliáceo ocorrem devido à corticoterapia, e são elas: diabetes, osteoporose, cushing, tuberculose pulmonar, dematofitoses, candidíases, estrongiloidíase disseminada, piodermites, verrugas vulgares e herpes.

Tratamento:

São recomendados banhos de permanganato de potássio 1:40.000 e vaselina sólida nas lesões cutâneas, hidratação, dieta hiperprotéica.

O tratamento medicamentoso é feito com Prednisona via oral ( 1 a 2 mg/kg/dia, reduzindo a dose a cada 10 dias, conforme melhora clinica; dose de manutenção de 5 a 10 mg/dia) associada à Dapsona (via oral, 100mg/dia) em casos refratários; albendazol (via oral, 400 mg/dia) para prevenção de estrongiloidíase e antibioticoterapia para tratamento de infecção bacteriana sistêmica.

Evolução e prognóstico:

A remissão completa ocorre em 10% dos pacientes. Deve-se fazer controle com tratamento adequado em todos os pacientes. Há risco de estrongiloidíase disseminada e septicemia, nanismo quando acomete crianças.



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