PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL – PCA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/10/2012

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Persistência do Canal Arterial

 

A persistência do canal arterial é uma doença congênita que surge desde o nascimento e pode matar se não tratada a tempo. Acontece porque o canal que separa a circulação do coração para os pulmões da circulação do coração para o corpo não se fecha depois do nascimento.

O canal arterial é um desvio da artéria pulmonar para a aorta importante na circulação fetal. Seu fechamento funcional ocorre aproximadamente na 12ª hora de vida e seu fechamento completo ocorre entre 14 e 21 dias de vida.

A persistência do canal arterial (PCA) é mais comum em mulheres e está associada à síndrome da rubéola congênita. A PCA em recém-nascido a termo é decorrente de um defeito da camada endotelial e da camada muscular média, por isso, o fechamento espontâneo ou farmacológico é improvável. Nos prematuros, o não fechamento é decorrente de imaturidade ou hipóxia, que diminuem a eficácia da contração ductal.

A persistência do canal arterial promove um desvio (shunt) da aorta para a artéria pulmonar.

Sinais e Sintomas:

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As manifestações clínicas da PCA são: pulso de amplitude aumentada, pulso palmar, pressão arterial divergente com diastólica baixa, precórdio hiperdinâmico, sopro sistólico principalmente em região infraclavicular esquerda com irradiação para o dorso e cianose nos membros inferiores.

A presença de persistência do canal arterial em prematuro de baixo peso é um risco independente para o desenvolvimento de enterite necrotizante.

Diagnóstico:

Sinais radiológicos: aumento das câmaras esquerdas, da trama vascular pulmonar e da aorta ascendente.

Ecocardiograma: útil no diagnóstico e avaliação da PCA.

Eletrocardiograma: quando há um desvio do sangue importante é visualizado sobrecarga biventricular.

Tratamento:

Independentemente da idade e do tamanho do canal, a conduta visa o seu fechamento. Pequenos canais devem ser fechados para prevenir endocardite infecciosa, uma complicação grave que se encontra associada à trombose e êmbolos pulmonares e sistêmicos. Se a insuficiência cardíaca estiver presente, deve ser tratada farmacologicamente.

A cirurgia é indicada em todos os pacientes antes do primeiro ano de vida.

O tratamento farmacológico ou cirúrgico da PCA nos prematuros reduz drasticamente as necessidades de ventilação mecânica e oxigênio. A indometacina é o fármaco de escolha para o tratamento farmacológico da PCA.

A utilização de indometacina como tratamento profilático diminui o número de canais arteriais sintomáticos, de hemorragia intraventricular e também a necessidade de cirurgia.



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