PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/01/2015

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Pílula do dia seguinte

 

A pílula do dia seguinte é uma droga que deve ser utilizada como medida de emergência para evitar a gravidez. Ela não é um método anticoncepcional e não deve ser utilizada com frequência. Seu uso deve ser feito de forma ocasional quando houve relação sexual sem proteção ou quando algum método de contracepção houver falhado.

Indicação

As candidatas à contracepção de emergência são as mulheres que tiveram relações sexuais desprotegidas recente (incluindo agressão sexual), ou que tiveram um recente fracasso de outro método de contracepção.

Funcionamento e ingestão

Seu mecanismo de ação se dá através do bloqueio da ovulação, impossibilitando, assim, a possibilidade de gravidez. Caso a mulher ainda não tenha ovulado, ela retardará ou impedirá a liberação do óvulo, o que previne, portanto, a fertilização.

Para que tudo isso ocorra, o indicado é que a mulher ingira a pílula o mais rápido possível após a relação sexual. O recomendável é em até 24 horas, porém os efeitos podem ser alcançados mesmo após três dias.

Para adquirir a droga não é necessário apresentar receita médica. Ela é encontrada, no Brasil, em qualquer posto de saúde. O remédio é vendido em dose única e em dois comprimidos. O ideal é tomar um dos comprimidos 12 horas após o outro, porém, pode-se ingerir os dois juntos para que não haja riscos de a mulher se esquecer de tomar o segundo.

Contraindicações, efeitos colaterais e fracassos da pílula

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Como a pílula do dia seguinte não é um método anticonceptivo, a chance de engravidar, mesmo após sua ingestão, existe. Se ela for tomada em até 24 horas, tal chance é de aproximadamente 5 %, mas a porcentagem aumenta quando ela é ingerida mais tarde.

Se a pílula for tomada em um período muito posterior ao coito e já houver a formação de um feto, as consequências podem ser graves. Nesse caso, ela pode causar hemorragia e até mesmo o aborto, o que pode levar em risco a vida da mulher. Em casos menos graves, a pílula pode levar sequelas ao feto, que poderão ser analisadas no primeiro pré-natal.

Em muitos casos, a pílula do dia seguinte não traz nenhuma consequência para o feto ou para a gestante, mas mesmo assim ela não pode ser ingerida após três dias da realização do coito, pois o efeito desejado não será obtido de qualquer maneira.

É importante ressaltar o caráter emergencial da pílula, pois o organismo feminino não está preparado para recebê-la e, portanto, há alguns efeitos colaterais com os quais as mulheres devem ficar atentas. Entre eles estão: dores de cabeça e no corpo, náuseas, diarreia e vômito, sangramento vaginal ou atraso da menstruação.

Além disso, não é recomendado que mulheres que possuam distúrbios metabólicos, como insuficiência hepática e tromboembolismo venoso, ingiram o medicamento.

Em todos os casos, mesmo com a facilidade em se obter a pílula, é extremamente recomendável que a mulher consulte o ginecologista antes e depois de tomá-la.



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