POLIOMIELITE | Causas – Tratamento e Erradicação

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 21/03/2014

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Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença causada pelo poliovírus e afeta tanto crianças quanto adultos. A poliomielite pode levar à paralisia parcial ou total da pessoa infectada. Atualmente, ela já foi erradicada em quase todo o mundo, salvo alguns países da África e da Ásia. Contudo, para evitar que o vírus seja reintroduzido em regiões que não apresentam mais casos da doença, é imprescindível organizar campanhas de imunização anualmente.

Causas e sintomas:

O vírus da poliomielite é transmitido pelas fezes ou por secreções expelidas pela boca de pessoas contaminadas. Uma vez em contato com um organismo humano, o vírus se multiplica na garganta e no trato intestinal, sendo absorvido e espalhado pelo sangue e pelo sistema linfático. O período de incubação é de 5 a 35 dias, ou seja, só após esse período é que o indivíduo deverá manifestar os sintomas.

Na maioria dos casos a contaminação pelo poliovírus é assintomática. O paciente, contudo, passa a ser um reservatório do vírus e pode transmiti-lo para outras pessoas. Caso haja sintomas, eles variam de acordo com a gravidade da infecção. A doença pode também causar a paralisia total, parcial, ou simplesmente não causá-la.

Quando não há paralisia, os sintomas mais comuns apresentados são: febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta, dor no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite.

Já se a infecção chegar a atingir as células dos neurônios motores, além dos sintomas citados, o indivíduo também apresenta flacidez muscular, a qual atinge, principalmente, os membros inferiores, levando à paralisia.

Tratamento e expectativas:

O tratamento consiste em controlar os sintomas enquanto a infecção ainda se desenvolve. Nos casos mais graves, contudo, os pacientes necessitam medidas mais emergenciais, como, especialmente, ajuda para respirar.

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Assim, os sintomas são tratados de acordo com a sua gravidade. Os meios mais comuns são: antibióticos para infecções urinárias; medicamentos para retenção urinária, como o betanecol; bolsa de água ou toalhas quentes, algo que libere calor úmido, para reduzir a dor muscular e os espasmos; analgésicos para reduzir a dor de cabeça, as dores musculares e os espasmos; fisioterapia, órteses ou botas ortopédicas, ou cirurgia ortopédica para ajudar a recuperar a força e o funcionamento dos músculos.

A recuperação depende não apenas do tipo de poliomielite (paralítica ou não paralítica), mas também da parte do organismo que foi afetada pelo vírus. Se a medula espinhal e o cérebro não tiverem sofrido danos, em cerca de 90% dos casos a recuperação é completa. Agora, se há envolvimento deles na doença, o atendimento médico é emergencial, pois a infecção pode levar a uma paralisia ou à morte, geralmente por dificuldades respiratórias. Invalidez também é um resultado comum quando há infecção em uma parte alta da medula espinhal ou no cérebro.

Erradicação:

Para a prevenção e o combate da poliomielite, existem duas vacinas: a Salk, que emprega vírus mortos administrados por injeção e a Sabin, preparada com vírus vivos atenuados, introduzidos por via oral.

A vacina Sabim começou a ser distribuída em 1962 e fez grande sucesso, principalmente, porque o vírus é expelido pelas fezes de quem é vacinado. Assim, ele se espalha proporcionando um efeito contrário do que a doença causaria, ou seja, ele também imuniza aqueles que entram em contato com as fezes contaminadas, como é comum em lugares de saneamento básico precário.

O último diagnóstico da doença feito no Brasil foi em 1990, mas mesmo assim crianças ainda precisam ser imunizadas. Isso acontece porque não é possível dizer se o vírus desapareceu de vez.



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