POLIVITAMÍNICOS | Riscos – Efeitos Colaterais

Por: Iramar Greco | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 16/02/2016

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Polivitamínicos

 

Alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos são essenciais para manter o bom funcionamento do organismo e a saúde em dia. Mas, a agitação da vida moderna nem sempre permite isso; são horas fora de casa, refeições inadequadas, estresse, cansaço, sono irregular e aquela sensação de perda de energia.

Na tentativa de repor a falta de vitaminas provocada por uma dieta desequilibrada e conseguir uma boa dose de bem-estar físico, muita gente recorre aos polivitamínicos. Esses suplementos industrializados são uma combinação de vitaminas (A, D, E, C, complexo B e K) minerais (cálcio, magnésio, sódio, potássio e fósforo) e oligoelementos ou microminerais (ferro, cobre, iodo, manganês, zinco, cromo, selênio e flúor), apresentados em cápsulas, comprimidos, pós ou líquidos. As dosagens variam, de acordo com a marca e a indicação, de 50% a 150% das necessidades nutricionais diárias.

Vendidos em farmácias e drogarias sem receita médica e com anúncio dos fabricantes enfatizando seus benefícios – que vão desde o fim da fadiga até a longevidade- esses medicamentos (são medicamentos, sim) se tornaram tão populares que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço da população faz uso diário desses suplementos.

Mas, o uso indiscriminado e contínuo dos polivitamínicos com o objetivo de melhorar a saúde e prevenir doenças pode ter efeito contrário ao esperado. Como as fórmulas são padronizadas, muitas vezes esses medicamentos fazem mais mal do que bem, porque ao mesmo tempo em que podem suprir a necessidade de uma vitamina ou de um mineral, sobrecarregam o organismo com quantidades desnecessárias de outros.

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Altas doses de vitaminas podem provocar hipervitaminose, e quantidade excessiva de minerais tem efeito tóxico. Isso acontece porque o organismo não consegue eliminar o excesso. Como consequência e efeitos colaterais, há ocorrência de distúrbios gastrointestinais, fadiga e erupção na pele, além de afetar o bom funcionamento de alguns órgãos como fígado, rim e coração.

As vitaminas que merecem mais cuidado são as chamadas lipossolúveis (solúveis em gordura) como a A, D, E e K, que se acumulam no tecido adiposo e no fígado. A vitamina C, apesar de hidrossolúvel e eliminada pela urina, não é tão inofensiva quanto parece; em excesso pode provocar cálculo renal e incômodo na bexiga.

Vale lembrar que uma dieta equilibrada, que contenha porções de frutas e vegetais, é capaz de suprir as necessidades diárias de vitaminas e minerais, além de fornecer fibras e outros nutrientes que proporcionam o bom funcionamento do organismo e a manutenção da saúde.

A reposição artificial de vitaminas e minerais só é benéfica para praticantes de atividade física intensa, atletas, pessoas com restrições alimentares ou portadores de carências nutricionais comprovadas. Nesse caso, a deficiência de um ou mais elementos pode ser identificada por um médico através do relato de sintomas clínicos sugestivos e confirmada com um exame de sangue. Só assim é possível saber qual nutriente exige reposição, a dose diária necessária e o tempo do tratamento.



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