PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA – PAAF

Por: Dr. Leandro Moreira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 18/09/2016

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Paaf

 

A punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) consiste na remoção de algumas células de nódulos ou massas do corpo. Esse exame é indicado para a avaliação de nódulos, massas palpáveis ou massa visualizada por exame de imagem feito anteriormente. Geralmente o exame se restringe à tumorações superficiais.

A glândula mamária e a tireóide podem ser acometidas por nódulos (ver artigo postado sobre NÓDULO NA TIREÓIDE | Conduta e Informações) em toda sua extensão; e a técnica utilizada é puncionar (entrar com uma agulha fina) em cada nódulo sempre que possível, com atenção especial aos nódulos que tenham crescido rapidamente, ou seja, em pequeno espaço de tempo.

As células são colocadas em lâminas de microscópio e examinadas por um citopatologista (pessoa que estuda alterações nas células).

Há certa unanimidade em estudos recentes de que o método oferece sensibilidade entorno de 75% e especificidade de mais de 90%. Tendo também uma taxa de falso-positivo (quer dizer que o exame não teve alteração mesmo dando positivo) de aproximadamente 01%; e os exames falso-negativos (a mesma coisa que dizer que o exame tem alteração) com uma taxa de 25%.

Os resultados falso-negativos ocorrem em geral, pelo fato da agulha não ter sido inserida diretamente no câncer. A agulha também pode ter errado o local do nódulo ou que a coleta do material foi de células de áreas benignas (não cancerosa).

O carcinoma micropapilífero (um tipo de câncer da tireóide) é um tumor predominantemente encontrado nos casos de falso-negativo para a citologia (estudo da célula) de aspiração por agulha fina.

Quanto mais experiente for o médico em executar a PAAF, menor o risco de não acertar o nódulo ou de errar a área certa, mas estes riscos não podem ser descartados completamente mesmos nos profissionais mais experientes.

A PAAF é um teste altamente seguro para a avaliação de nódulos, principalmente os nódulos pré-operatórios de tireóide.

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Como funciona o procedimento:

Primeiramente o paciente e posicionado, o médico realiza a assepsia do local que será puncionado. Com uma seringa descartável e uma agulha fina a mesma é introduzida na lesão, fazendo movimentos em várias direções do nódulo a fim de colher o máximo de material, a agulha é removida, o material e colocado sobre uma lâmina para ser analisado. No esfregaço que é feito com o material reconhecemos populações de células de determinadas patologias que se apresentam com padrões celulares específicos.

Contraindicações absolutas:

– Massas profundas
– Algum problema de coagulação (coagulopatia, qualquer doença que o paciente sangra com mais facilidade)
– Uso de anticoagulante (medicamento que pode causar como efeito colateral sangramentos indesejados).

Contraindicações relativas:

– Pulmão enfisematoso (doença que normalmente se relaciona com paciente que fuma muito, exageradamente), porque pode causar pneumotórax (ar dentro do tórax e fora dos pulmões)
Hipertensão arterial pulmonar que pode causar hemorragia (sangramento)
– Tumores de seio carotídeos (vaso de grosso calibre que passa na lateral do pescoço, podendo complicar com sangramento)
– Feocromocitoma (tumor de suprarrenal) que ao ser manipulado pode lançar adrenalina na corrente sanguínea, causando crise hipertensiva – aumento brusco da pressão arterial.

Complicações: A chance de ter alguma complicação é muito baixa, geralmente menor que 01%, inclusive em crianças pequenas.



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One Response para o texto: “PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA – PAAF”

  1. nivia disse:

    oi fiz uma puncçao da mama esquerda e no dia seguinte começou a sangrar, mas so quando aperto a mama, sai muito sangue o que pode ter acontecido?

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