RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

Por: Carla Ciriani Pedroso | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 02/09/2012

PUBLICIDADE

A relação entre o médico e o paciente geralmente é amigável, mas em certas situações a comunicação pode ser dificultada por palavras técnicas ou por ditos populares que às vezes pode ter mais de um significado, como por exemplo a palavra constipado a qual pode significar prisão de ventre (científico) ou nariz entupido (popular).

Por diversas vezes o doente analfabeto ou geralmente mais idoso não é capaz de compreender as orientações do médico, sendo necessário paciência por parte do médico, que precisa escrever detalhadamente tudo o que for necessário e orientar por mais de uma vez o que o doente deve fazer até que ele compreenda. Muitas vezes o paciente procura o médico para poder conversar  ou expor os seus problemas e só o desabafo faz com que ele melhore. É preciso sensibilidade do médico para saber distinguir a doença de uma dor psicológica momentânea de um paciente devido a um problema familiar em que ele está vivendo.

- PUBLICIDADE -

O paciente projeta no médico todas as suas expectativas, as quais muitas vezes é negligenciada. Muitos pacientes chegam ansiosos ao consultório e já vão relatando ou mostrando o que tem o mais rápido possível, sem ao menos se sentarem e que dê tempo do médico fazer algumas perguntas como a idade do paciente, se ele está sentindo mais alguma coisa, se já teve alguma doença importante ou a presença de alguma comorbidade. Alguns são tão ansiosos que começam a contar a história de uma determinada doença sem concluir, iniciam de outro problema de saúde e depois retornam a primeira doença sem que exista uma sequência lógica possível de se compreender. Quando questionado, o próprio doente fica confuso não por que tenha algum problema mental, mas porque estava tão ansioso para ser consultado que foi contando a sua história sem perceber que esta não tinha uma sequencia lógica.

Muitos médicos já cansados não se preocupam em entender a história do doente com um começo, meio e fim, acaba passando um medicamento qualquer para uma coisa que está vendo ou que acha que aquele paciente precisa e manda o doente embora. Poucos profissionais da saúde param, analisam e fazem outras perguntas para entender o que realmente o paciente precisa. O médico como pessoa, muitas vezes esquece a sua função social e acha que um medicamento irá resolver o problema do doente. Isso não basta, o médico precisa ouvir, perguntar o que não está entendendo, visualizar o doente como um todo (e não como um órgão doente) e assim decidir qual o melhor tratamento.

PUBLICIDADES


Deixe um Comentário

Antes de enviar seu Comentário, faça o cálculo abaixo: * Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Medifoco - O Nosso Foco é a sua Saúde