REPOSIÇÃO HORMONAL NA MENOPAUSA | Riscos e Indicações

Por: Dr. Eduardo Machado de Carvalho | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 25/12/2017

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Reposição hormonal na menopausa

Menopausa é a fase na vida da mulher quando terminam os ciclos menstruais. Neste momento, os ovários param de liberar os óvulos e de produzir os hormônios estrogênio e progesterona. A menopausa geralmente ocorre entre as idades de 45 e 55 anos, sendo a idade média de 51 anos. Neste momento poderá ser iniciada a reposição hormonal na menopausa.

Como eu sei se estou entrando na menopausa?

A maioria das mulheres começam a entrar na menopausa quando seus ciclos menstruais começam a mudar, podendo apresentar os seguintes sinais e sintomas:

● Diminuição da frequência menstrual habitual (por exemplo, a cada 5 a 6 semanas ao invés de 4 semanas);
● Presença de sangramento que dura menos dias que o habitual;
● Períodos com ausência da menstruação;
● Presença de sintomas da menopausa, tais como sensação súbita de calor no corpo acompanhada de suor ou depressão.

O que é a reposição hormonal na menopausa?

A reposição hormonal na menopausa é um termo amplo utilizado para descrever o uso do estrogênio ou da terapia combinada estrogênio-progesterona. O objetivo da reposição hormonal na menopausa é aliviar os sintomas da menopausa, sendo os “fogachos” (sensação súbita de calor no corpo acompanhada de suor) o mais importante. Outros sintomas associados ao climatério (período que antecipa a menopausa) e a menopausa que respondem ao tratamento hormonal incluem a labilidade/depressão do humor, atrofia vaginal, distúrbios do sono (quando relacionados aos fogachos) e, em alguns casos, dores articulares.

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O Estudo WHI (Women’s Health Initiative):

Foi o maior estudo que avaliou o uso da reposição hormonal na menopausa. Participaram deste grande estudo cerca de 27.000 mulheres na menopausa, com média de idade de 63 anos, onde foram estudados os grupos de mulheres em uso de estrogênio sem a progesterona e estrogênio com progesterona versus placebo. Ao final do estudo foi evidenciado um aumento de risco de doença cardíaca coronariana, derrame, tromboembolismo venoso e câncer de mama.

A reposição hormonal na menopausa diminuiu significativamente após a publicação dos resultados deste grande estudo em 2002. Em um relatório do NHANES, a reposição hormonal na menopausa nos Estados Unidos em mulheres com mais de 40 anos diminuiu de 22% de 1999 a 2002 para 12% em 2003 a 2004, atingindo 4,7% de 2009 a 2010. Este declínio contínuo ocorreu apesar dos dados tranquilizadores de que os benefícios da reposição hormonal na menopausa compensam os riscos para a maioria das mulheres jovens na menopausa (dentro de 10 anos de menopausa ou menores de 60 anos).

Ao analisar os dados das mulheres mais novas (50 a 59 anos) o perfil risco-benefício foi mais favorável em comparação com mulheres mais velhas, ou seja, os riscos do tratamento hormonal em mulheres pós-menopáusicas mais jovens são consideravelmente mais baixos do que aqueles para mulheres mais velhas.

Conclusões:

As mulheres na menopausa com sintomas, saudáveis e ​​com 50 anos, devem saber que o risco absoluto de complicações com a terapia de reposição hormonal por até cinco anos é muito baixo.

Para mulheres saudáveis, peri / pós-menopáusicas, dentro de 10 anos de menopausa (ou <60 anos) com sintomas moderados a graves, sugerimos terapia de reposição hormonal como tratamento de escolha. Exceções incluem mulheres com história de câncer de mama, doença cardíaca coronária, trombose venosa prévia, acidente vascular cerebral, doença hepática ativa ou aquelas de alto risco para estas complicações.

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