RETINOPATIA DIABÉTICA | Doença nos Olhos do Diabético

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 07/10/2012

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Retinopatia diabética

 

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira e uma das complicações mais frequentes do diabetes mellitus. Os fatores de risco para desenvolver a retinopatia e a sua gravidade são o tempo de duração do diabetes, presença de hipertensão arterial, nefropatia (doença renal), dislipidemia e gravidez.

Sintomas:

A acuidade visual central pode ser preservada temporariamente, mesmo nas formas graves e ser perdida abruptamente em ambos os olhos.

Os pacientes devem fazer um controle periódico com oftalmologista, para propiciar sua detecção precoce e tratamento, permitindo um prognóstico melhor para a visão.

Classificação:

A retinopatia é classificada em não proliferativa e proliferativa, caracterizada por proliferação fibrovascular, neovascularização na papila, retina e/ou vítreo. Tanto a não proliferativa quanto a proliferativa apresentam as suas classificações.

A retinopatia diabética não proliferativa pode ser classificada em leve, moderada, grave e muito grave. Já a proliferativa pode ser classificada em inicial, alto risco ou avançada com  complicações graves, como glaucoma neovascular, descolamento tracional de retina e hemorragia vítrea.

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Diagnóstico:

O diagnóstico é feito a partir do exame de fundo de olho, por isso é importante o acompanhamento periódico com oftalmologista. Quando os resultados forem normais, as avaliações devem ser anuais. Se as alterações forem compatíveis com retinopatia a avaliação deve ser realizada a cada 6 meses nos pacientes com retinopatia não inflamatória e a cada 3 meses nos casos mais graves.

Diabéticos tipo I raramente apresentam retinopatia diabética nos primeiros 5 anos do diagnóstico do diabetes. Já os paciente com diabetes tipo II podem apresentar a retinopatia já ao diagnóstico do diabetes. Portanto, é recomendado que os pacientes quando diagnosticados com diabetes tipo II façam a avaliação oftalmológica logo após o diagnóstico do diabetes.

Gestantes diabéticas tem um risco maior de evoluir para retinopatia diabética, portanto, é recomendado um exame oftalmológico no primeiro trimestre da gravidez e depois seguir as avaliações conforme orientações do oftalmologista.

Tratamento:

O tratamento é feito com fotocoagulação, que é útil na prevenção de lesões graves e tratamento das alterações retinianas.

O tratamento das complicações é cirúrgico, através da vitrectomia quando há hemorragia vítrea persistente ou recidivante, ou quando há descolamento da retina ou distorção da região peripapilar e do polo posterior.

É importante enfatizar que o controle da glicemia, da pressão arterial e do colesterol retarda o aparecimento da retinopatia, e quando já instalada, diminui  a gravidade das alterações fundoscópicas.



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