RISCO CIRÚRGICO – PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 29/09/2013

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Risco cirúrgico

 

Um bom preparo pré-operatório é fundamental para o sucesso de qualquer cirurgia. Esta avaliação tem como objetivos iniciais identificar e quantificar a gravidade de uma doença associada capaz de trazer prejuízo a cirurgia e a evolução pós-operatória de um determinado paciente.

Os principais fatores que influenciam o risco anestésico-cirúrgico são: procedimento com duração superior a quatro horas, perda sanguínea maior que 1.500ml, invasão de cavidades (peritoneal, pleural), anestesia geral ou bloqueio neuraxial, idade acima de 70 anos, doença cardiovascular, pulmonar, metabólica, renal ou hepática, baixa capacidade funcional e instabilidade cardiovascular ou respiratória.

O risco anestésico tem uma classificação conhecida como risco ou classificação de ASA:

– ASA I: paciente com nenhum distúrbio orgânico, psiquiátrico, fisiológico ou bioquímico.
– ASA II: paciente com condição sistêmica leve e compensada que não impõe limitação funcional. Ex.: Hipertensão arterial bem controlada, diabetes sem complicações, anemia, obesidade, gestação.
– ASA III: paciente com doença sistêmica moderada a grave que resulta em limitação funcional, porém sem incapacidade funcional. Ex.: diabetes com complicação vascular, infarto do miocárdio prévio, hipertensão não controlada, insuficiência renal crônica, obesidade mórbida.
– ASA IV: paciente com doença sistêmica grave que impõe incapacidade funcional ou que representa ameaça constante à vida. Ex.:  insuficiência cardíaca congestiva, angina pectoris instável.
– ASA V: paciente moribundo, ou seja, não é esperado que sobreviva com ou sem a cirurgia proposta. Ex.: rotura de aneurisma, hemorragia intracraniana.
– ASA VI: paciente em morte cerebral; será operado para retirada de órgãos para doação.

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EXAMES PRÉ-OPERATÓRIOS:Risco cirúrgico

O preparo pré-operatório compreende uma boa abordagem clínica, exames complementares e cuidados que antecedem a cirurgia. O exame físico é importante durante o processo de avaliação de risco pré-operatório e não deve ser limitado ao sistema cardiovascular. Os objetivos principais do exame físico são: identificar comorbidades presentes ou possíveis fatores de risco, definir a gravidade e a estabilidade da doença e identificar doenças cardiovasculares.

A rotina laboratorial a ser solicitada é individual, ou seja, depende da condição de cada paciente, mas basicamente é comporta por: hemograma, coagulograma, tipagem sanguínea, glicemia, creatinina, eletrólitos, aminotransferases, urinocultura, radiografia de tórax e eletrocardiograma.



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