ROTURA UTERINA | Complicação na Gravidez

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 19/11/2012

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Rotura Uterina

 

É o rompimento parcial ou total do miométrio durante a gravidez ou o trabalho de parto, ocorrendo comunicação da cavidade uterina com a abdominal e extrusão do feto e de suas partes. É uma das mais graves complicações gestacionais e pode ocasionar tanto morte materna quanto fetal.

A rotura uterina é um processo lento e progressivo, que inicialmente apresenta-se assintomática. Ocorre em úteros predispostos pelo enfraquecimento da parede por cicatriz prévia de cesariana, miomectomia e outras cirurgias uterinas. Pode ser espontânea ou secundária a traumas.

Classificação:

A rotura uterina pode ser classificada como parcial ou incompleta e total ou completa. A rotura parcial é aquela que preserva a serosa uterina e quase sempre está associada à deiscência de cicatriz uterina; pode se tornar completa durante o parto. A rotura completa envolve o rompimento da parede uterina incluindo a sua serosa.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco são:

– Cirurgia miometrial: cesárea, miomectomia, metroplastia, ressecção do corno uterino;
– Trauma uterino: perfuração uterina após curetagem ou aborto provocado, perfuração por armas brancas ou armas de fogo;
– Malformação congênita: gestação em corno uterino rudimentar;
– Adenomiose;
– Doença trofoblástica gestacional;
– Secundamento patológico;
– Desnutrição;
– Multiparidade;
– Manobra de Kristeller;
– Gestação gemelar;
– Polidramnia;
– Desproporção céfalo-pélvica;
– Apresentações anômalas;
– Tumores prévios;
– Acidentes automobilísticos;
– Uso de ocitócitos e prostaglandinas na indução ou condução do parto.

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Sinais e Sintomas:

Se a ruptura ocorrer no início da gestação, a paciente apresenta quadro de abdome agudo, com dor intensa, hemorragia interna e irritação peritoneal. Pode evoluir para choque hipovolêmico.

Quando ocorre mais tardiamente, a gestante apresenta um quadro mais brando, porém, com a mesma gravidade. A paciente relata dor abdominal na região hipogástrica e sangramento. É possível ao exame físico, evidenciar duas massas correspondentes ao útero e ao feto, que possui batimentos cardíacos inaudíveis.

O feto evolui para óbito e o prognóstico da mãe é grave.

Tratamento:

Deve ser realizada laparotomia exploradora imediatamente, tanto para confirmação diagnóstica quanto para rápida instituição do tratamento e controle da hemorragia. Nas pacientes com prole constituída a histerectomia total ou subtotal é realizada. Porém, nas pacientes que ainda desejam gestar, deve-se fazer uma ráfia da lesão. Deve-se sempre fazer antibioticoterapia profilática e a hemotransfusão, quando necessária.



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7 Comentários para o texto: “ROTURA UTERINA | Complicação na Gravidez”

  1. Elizete Caliman disse:

    Tive duas roturas uterinas, uma na primeira gestação com 22 semanas. Na segunda gestação com 34 semanas, entrei em trabalho de parto e o médico optou por me medicar, meu útero não suportou as contrações e rompeu novamente! Numa terceira gravidez não planejada, meu filho nasceu com 34 semanas em rotura parcial identificada somente na hora do parto. Na ocasião já tinha um filho, por adoção. Hoje tenho os dois e uma princesa, tb por adoção! A gestação foi muito estressante, insegura e tensa! Mas Deus quis que ele nascesse !!!

  2. Elizete Caliman disse:

    Olá! Gostaria de contribuir com minha história. Em minha primeira gestação, aos 30anos, tive uma rotura uterina na 21semana. Até que se descobrisse o q havia acontecido meu BB morreu e eu quase. Em uma segunda gravidez 1 ano depois ocorreu nova rotura uterina as 32 semanas, entrei em trabalho de parto e o médico optou por me medicar, e não deu certo, horas depois qd optou fazer o parto minha bb já havia falecido! Em uma terceira gravidez, não planejada tive meu filho as 32 semanas qd entrei em trabalho de parto e fizemos uma cesária a tempo da rotura não ocorrer, hoje ele está com 7 anos. Tenho mais dois lindos filhos que ganhamos pela adoção!

  3. ROSEMARY disse:

    OLÁ, ESTOU GESTANTE DE 36 SEM. E 5 DIAS. TIVE UMA GRAVIDEZ ECTÓPICA E PERDI UMA DAS TROMPAS , FIZ TRATAMENTO, ENGRAVIDEI E TIVE O BEBÊ POR CESARIANA, HOJE ELE ESTÁ COM UM ANO E ESTOU COM UM PARTO AGENDADO PARA 37 SEM. E SEIS DIAS , NO INTERVALO DESTA GRAVIDEZ FIZ UMA APENDICECTOMIA DE URGÊNCIA. SINTO MUITAS DORES E TENHO BASTANTE MEDO QUE ALGO GRAVE VENHA A ACONTECER.

  4. rosicler disse:

    tive uma ruptura uterina a 2 anos e 3 meses meu bebe nao resisitiu,agora estou gravida de novo sera que posso passar pelo mesmo problema o que posso fazer para evitar,existe remedio ou tratamento para isso me ajude por favor

    • cintia santana disse:

      Olá Rosicler, fiquei sensibilizada com a sua historia, pois tive meu filho e a medica disse que não poderia ter mas filhos por perder a cavidade uterina.
      Gostaria de saber se você conseguiu resposta para sua pergunta?
      e se possamos trocar mensagem sobre tal assunto?
      Desde já agradeço sua atenção.
      Cíntia de Santana

    • Soraya disse:

      Olá Rosicler,

      Tive também ruptura uterina há 1 mês e também infelizmente perdi meu bebê.
      Sua segunda gestação ocorreu bem? Deu tudo certo? Com quanto tempo você estava liberada para engravidar após a ruptura?

      Desde já agradeço,
      Soraya.

      • Elizete Caliman disse:

        Olá! Gostaria de contribuir com minha história. Em minha primeira gestação, aos 30anos, tive uma rotura uterina na 21semana. Até que se descobrisse o q havia acontecido meu BB morreu e eu quase. Em uma segunda gravidez 1 ano depois ocorreu nova rotura uterina as 32 semanas, entrei em trabalho de parto e o médico optou por me medicar, e não deu certo, horas depois qd optou fazer o parto minha bb já havia falecido! Em uma terceira gravidez, não planejada tive meu filho as 32 semanas qd entrei em trabalho de parto e fizemos uma cesária a tempo da rotura não ocorrer, hoje ele está com 7 anos. Tenho mais dois lindos filhos que ganhamos pela adoção!

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