SANGRAMENTOS DA SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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Sangramento gravidez

 

Geralmente os sangramentos da primeira metade da gestação são caracterizados pelos abortos e suas diferentes classificações (ameaça de aborto, abortamento inevitável, abortamento incompleto, abortamento completo, abortamento infectado, abortamento retido e abortamento habitual), já os sangramentos da segunda metade geralmente ocorrem devido a placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia ou rotura uterina,que é o mais temido.

Placenta Prévia:

Placenta prévia é a implantação em qualquer parte da placenta no segmento inferior, ou seja, ao parto a placenta se apresenta antes do feto.

Os fatores de risco são:

– Idade;
– Multiparidade;
– Deformidades da parede uterina;
– Cirurgias uterinas prévias…

A cesárea é o antecedente de maior relevância, e no caso da placenta prévia ser total ou parcial, estes são indicativos absolutos de cesáreas. Placenta prévia total é quando esta obstrui completamente o colo do útero, e a parcial obstrui parcialmente.

O principal sintoma é um sangramento indolor, intermitente, de tonalidade vermelho vivo.

O tratamento depende de quantas semanas a gestante se encontra e se estável ou não. Se a gestação for menor de 37 semanas, é necessário internação e medicamentos, caso o feto esteja a termo, com mais de 37 semanas, o mais indicado é interromper a gestação com cesárea.

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Descolamento Prematuro de Placenta:

Descolamento prematuro de placenta ou DPP é o desprendimento placentário fora do trabalho de parto, e pode ter causas traumáticas, por exemplo automobilísticos,  e causas não-traumáticas como idade avançada, multiparidade, tabagismo, alcoolismo, doença hipertensiva específica da gestação…

Diferentemente da placenta prévia, no descolamento prematuro de placenta há dor súbita e pode haver sangramento vaginal, caso não haja uma hemorragia retida (quando o sangue não se exterioriza).

Geralmente o tratamento é realizado por cesárea.

Ruptura de Vasa Prévia:

Esta é uma anomalia de inserção do funículo umbilical na placenta, ou seja  esta é a ruptura dos vasos do cordão umbilical que estavam baixos em relação ao feto.

Os fatores de risco incluem:

– Algumas patologias da placenta;
– Placenta baixa;
– Cirurgia uterina prévia;
– Gestações múltiplas.

O principal sintoma é um sangramento vaginal após ruptura da bolsa que tem origem fetal, e isto é certificado através de um exame, o esfregaço sanguíneo, que identifica células fetais no sangue.

Geralmente o tratamento também é cesárea.



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