SARAMPO | Sinais – Sintomas – Tratamento – Prevenção

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 24/09/2012

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Sarampo

 

Sarampo é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada pelo vírus Paramyxoviridae. Antes da vacina, acometia preferencialmente crianças de 5 a 10 anos. Atualmente ocorre mais em adolescentes e adultos jovens, devido à falta de imunização. O homem é o único hospedeiro do vírus e a transmissão da doença ocorre através de gotículas de saliva ou aerossóis. O vírus penetra no organismo através da mucosa respiratória ou conjuntiva ocular. Portanto, os pacientes devem ser isolados para evitar a transmissão da doença.

Sinais e Sintomas:

Período de Incubação: varia de 8 a 12 dias e corresponde ao período de entrada do vírus pela mucosa e migração para os linfonodos. O paciente ainda apresenta-se assintomático.

Manchas de Koplik

Período Prodrômico: o paciente apresenta febre baixa, conjuntivite, coriza, fotofobia,tosse, enantema (chamado manchas de Koplik) com lesões puntiformes, esbranquiçadas e halo avermelhado na região labial, gengival e vaginal.

Período Exantemático: ocorre o aparecimento de um exantema maculopapular que começa na região do rosto, acomentendo a região atrás das orelhas e pescoço, disseminando para as costas, braços e pernas. A febre é alta, podendo chegar até a 40,5ºC. O paciente apresenta uma face definida como sarampenta, caracterizada por olhos avermelhados, lacrimejamento, coriza purulenta e rash facial, indicando o início da produção de anticorpos. A partir daí os outros sintomas começam a diminuir, resolvendo as lesões cutâneas em até 7 dias, tornando-se acastanhadas e com fina descamação. A tosse desaparece em 10 dias.

Complicações:

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As principais complicações envolvem os sistemas respiratório, gastrointestinal e nervoso, podendo ocorrer pneumonia, otite média aguda, náuseas, vômitos, diarreia, apendicite, crise convulsiva febril, encefalite e panencefalite esclerosante subaguda.

Fatores de risco para evoluir para complicações:

– Extremos de idade: crianças com menos de 5 anos e jovens acima de 20 anos;
– Desnutrição grave;
– Deficiência de vitamina A;
– Aglomerações;
– Imunodepressão;
– Gestantes.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais são: rubéola, eritema infeccioso, exantema súbito, dengue e enteroviroses.

Diagnóstico:

O diagnóstico é estabelecido através de sorologias e isolamento viral.

– Detecção de IgM coletado após 4 dias do início do rash. Permanece elevado até 1 mês após a doença;
– Soroconversão. Definida pelo aumento de 4 vezes os títulos de IgG;
– Isolamento viral a partir de amostras coletadas na nasofaringe, sangue, urina ou líquor.

Tratamento:

– Antitérmicos;
– Analgésicos;
– Oxigênio umidificado nos casos de laringite e traqueíte;
– Limpeza ocular com soro fisiológico;
– Antimicrobianos tópicos por 5 a 7 dias se houver conjuntivite purulenta;
– Repouso;
– Ingestão de líquidos e dieta livre;
– Antibióticos em casos de infecção secundária.

Prevenção:

A vacina contra o sarampo contém o vírus vivo atenuado e pode ser administrada isoladamente ou combinada com as vacinas contra caxumba e rubéola, constituindo a tríplice viral. A eficácia máxima da vacina ocorre após 12 a 15 meses da vacinação. O esquema de vacinação proposto pelo Ministério da Saúde recomenda que a vacinação seja feita aos 12 meses (primeira dose) e entre 4 e 6 anos, com a dose de reforço.



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