SÍFILIS | Sinais e Sintomas nos diferentes estágios

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 13/02/2014

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Sífilis

 

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida sexualmente, em transfusão ou contato direto com sangue infectado, ou verticalmente, de mãe para o feto. Caso o paciente não seja tratado no início da doença, muitos órgãos podem ficar para sempre comprometidos e, em casos extremos, pode causar a morte.

O diagnóstico é dado através do exame de sangue. Em casos já muito avançados é necessário também fazer um exame de líquor, o qual verifica se o sistema nervoso foi afetado pela doença. É recomendado que parceiros sexuais também sejam examinados.

O tratamento deve ser feito a partir de antibióticos, principalmente a penicilina, seguido de acompanhamento médico para verificar a evolução da infecção.

Sintomas e diferentes estágios

A sífilis apresenta três diferentes estágios de desenvolvimento dentro do organismo do indivíduo infectado. A fase primária tem como sinais: feridas nos órgãos genitais, as quais desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes. Aumento nos gânglios e surgimento de pequenos caroços na virilha, conhecidos como íngua, também pode ser observado em alguns casos.Sífilis

A sífilis secundária traz manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, palma das mãos e planta dos pés, acompanhadas de: febre, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite e ínguas espalhadas no corpo inteiro. Tais sintomas também podem desaparecer sem nenhum tratamento, mas isso não significa que a doença foi curada, pois mesmo inativa, ela ainda permanece no organismo.

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Nesses dois períodos, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é muito maior. Depois, a bactéria entra em um estágio latente e o indivíduo passa por um tempo assintomático da doença. Isso, porém, não significa que ele não apresenta mais a infecção, pois quando os sintomas voltam a aparecer, o paciente entrou no terceiro estágio e a sífilis é muito mais grave.

No terceiro período há cegueira, paralisia, doença cardíaca, transtornos mentais e, em casos mais extremos, a morte. Isso acontece porque a bactéria ataca o sistema nervoso central, causa inflação na aorta, comprometendo o sistema cardiovascular, e ainda gera lesões na pele e nos ossos.

No caso da sífilis congênita, transmitida de forma vertical, de mãe para o feto, pode acontecer a má formação do feto e, portanto, um aborto espontâneo. Na maioria das vezes, porém, a criança desenvolve os sintomas da doença nos primeiros meses de vida, os quais consistem em: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental e cegueira. Por isso, é recomendado que mulheres realizem o exame de sangue para verificarem se são portadoras da doença antes de engravidarem, voltando a fazer o exame na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto.

Outro modo de sífilis é a decapitada, quando adquirida através de transfusão de sangue. Ela não apresenta a primeira fase e inicia os sintomas na sífilis secundária. Por isso, todos os doadores de sangue são submetidos a diversos exames. Tal tipo da doença é muito rara de se encontrar hoje em dia, uma vez que a eficácia no controle do sangue doado tem aumentado significativamente. A sífilis decapitada, porém, ainda é um problema para usuários de drogas injetáveis que dividem a mesma agulha.



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