SÍNDROME DE BOERHAAVE | Ruptura Espontânea do Esôfago

Por: Iara Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 10/11/2012

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Síndrome de Boerhaave

 

A Síndrome de Boerhaave é a ruptura espontânea do esôfago decorrente ao aumento repentino da pressão intra-abdominal. Atualmente, é considerada a perfuração mais fatal do trato gastrointestinal, principalmente em decorrência da mediastinite (processo inflamatório ou infeccioso do tecido conjuntivo do mediastino) e da sepse que é uma infecção generalizada que se instala rapidamente pelo extravasamento de secreções digestivas e alimentos para o mediastino e espaço pleural, devendo ser diagnosticada e tratada com urgência, pois tem elevada taxa de mortalidade (até 40%) e alta morbidade.

Esta síndrome pode ter uma apresentação clínica típica, caracterizada por dor súbita, em região torácica ou epigástrica, após um abuso alimentar e ou alcoólico seguido de vômito, associada com enfisema cervicomediastinal, formando a tríade de Mackler descrita por vômito, dor torácica e enfisema subcutâneo.

Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser feito pela anamnese, quadro clínico e radiografia de tórax que pode revelar o Sinal de Naclerio, que é uma coleção em forma de V de ar no mediastino e ao longo do diafragma, indicando a presença de pneumomediastino (presença de ar no mediastino) e pneumotórax (presença de ar no tórax), além de atelectasia pulmonar e derrame pleural. Pode-se realizar Tomografia computadorizada, porém o diagnóstico de certeza é realizado com um esofagograma que é um procedimento radiológico ideal para avaliar a faringe e esôfago, utilizando um contraste hidrossolúvel mostrando evidências de vazamento de contraste, além de mostrar pneumomediastino.

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Forma de Apresentação:

Apresentações clínicas atípicas e a raridade desta manifestação normalmente causam atraso no diagnóstico, uma vez que pode ser confundido com outras patologias igualmente graves, porém mais prevalentes, como o infarto agudo do miocárdio, a úlcera péptica perfurada e a pancreatite aguda. Exames especializados podem sem necessários para identificar a fístula esofágica.

Tratamento:

O tratamento pode ser realizado com abordagens não-cirúrgicas em situações muito específicas, sendo a cirurgia imediata em casos de perfuração espontânea o tratamento mais indicado. Atualmente combina-se o tratamento cirúrgico agressivo com antibióticos e nutrição parenteral melhorando o resultado nestes pacientes. Recentemente, foi relatado a utilização de stent auto-expansível coberto como alternativa terapêutica rápida, segura e eficaz.

Prognóstico:

Os determinantes mais importantes de sobrevivência são o tamanho e a localização da perfuração, a idade, o grau de contaminação do mediastino e da cavidade pleural e o período entre a perfuração e diagnóstico. Sendo assim, o diagnóstico precoce juntamente com um tratamento cirúrgico adequado pode diminuir as taxas de morbimortalidade desta síndrome.



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