SÍNDROME DO PÂNICO – TRANSTORNO DE PÂNICO

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 01/10/2012

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Caracterizado pela ocorrência espontânea, inesperada e recorrente de ataques de pânico. Os ataques de pânico são agudos e graves de ansiedade, com curta duração e geralmente estão acompanhados do medo de ficar sozinho em locais públicos (agorafobia).

É uma condição clínica mais frequente em mulheres, com início geralmente aos 25 anos. Em muitos casos o início do quadro pode estar relacionado a um evento traumático e algumas outras condições mentais podem estar envolvidas, como depressão, risco de suicídio de abuso de drogas.

Sinais e Sintomas:

O primeiro ataque de pânico geralmente ocorre de forma espontânea, porém, pode ter início após exercício físico, trauma emocional, atividade sexual ou uso de cafeína, álcool e outras substâncias. Frequentemente dura de 20 a 30 minutos, com rápida progressão dos sintomas, atingindo a intensidade máxima em 10 minutos.

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O paciente apresenta extremo medo, sensação de morte e catástrofes iminentes, medo de enlouquecer ou perder o controle, desrealização e despersonalização, palpitações, sudorese, tremores, boca seca, calafrios ou sensações de calor, falta de ar, dor torácica, náusea, dor abdominal, tonturas e parestesias. Abandona qualquer atividade que esteja fazendo para procurar ajuda, tem preocupação excessiva em estar tendo algum problema cardíaco e cerca de 20% dos pacientes chegam a apresentar desmaio.

Geralmente os pacientes com transtorno do pânico costumam ter preocupação excessiva com problemas cotidianos, tem um bom nível de criatividade, excessiva necessidade de estar no controle da situação, pensamento rígido, muitas expectativas, são competentes e confiáveis.

Diagnóstico Diferencial:

Deve ser feito diagnóstico diferencial com infarto agudo do miocárdio, doenças da tireoide e paratireoide, arritmias, abuso de substâncias e outros transtornos mentais, como fobias.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito pela clínica, quando o paciente apresenta um ataque seguido de, pelo menos, um mês de preocupação em ter um novo episódio.

Os ataques de pânico podem ocorrer em outros transtornos psiquiátricos, principalmente nas fobias social e específica, e no transtorno de estresse pós-traumático.

Tratamento:

O tratamento do ataque de pânico é feito com antidepressivos, principalmente os inibidores de recaptação de serotonina, como a paroxetina e sertralina; em doses mais baixas do que as usadas em transtornos depressivos.

Os tricíclicos podem ser usados, assim como os benzodiazepínicos (alprazolam), que apresentam resposta rápida e podem ser usados a curto prazo com coadjuvantes na fase inicial do tratamento. A duração do tratamento  é de 8 a 12 meses após a melhora do quadro.

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