SUICÍDIO | Fatores de risco – Intervenção médica

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/10/2012

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Suicídio

 

O suicídio é um problema complexo que tem várias causas ou razões, decorrente da interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, ambientais e culturais. Definido como morte autoprovocada e com evidência de que a pessoa pretendia morrer. A maioria dos suicídios pode ser prevenida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o suicídio e as tentativas de suicídio sérios problemas de saúde pública, devido ao fato de exigirem muita atenção médica e recursos de saúde, pois frequentemente são acompanhados por outras condições médicas, como intoxicação exógena, traumatismos, queimaduras, ferimentos e acidentes automobilísticos.

Fatores de risco:

Apesar do suicídio não ter uma causa definida, o conhecimento dos fatores de risco pode ajudar na conduta clínica  e abordagem do comportamento suicida. Os principais fatores de risco são:

– Sexo: na maioria dos países o suicídio é mais comum em homens do que em mulheres;
– Idade: o suicídio é mais frequente em idosos e adultos jovens;
– Estado civil: o casamento é considerado um fator de proteção no sexo masculino para o suicídio, portanto, pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas são mais propensas a cometer suicídio;
– Ocupação: segundo a OMS o índice de suicídio é maior em pessoas bem empregas do que em pessoas desempregadas;
– Imigração e migração: migrações aumentam o risco de suicídio;
– Transtornos mentais: aproximadamente 90% dos suicídios ocorrem com algum transtorno mental associado;
– Transtorno de humor: os transtornos de humor, como depressão e transtorno afetivo bipolar, estão fortemente associados com o suicídio, principalmente quando não reconhecidos ou não tratados;
Alcoolismo e uso de drogas: o consumo de bebidas alcoólicas é frequentemente associado ao suicídio, principalmente nas pessoas jovens, assim como o uso de drogas;
Esquizofrenia: a esquizofrenia, assim como outros transtornos psicóticos crônicos, aumenta de 8 a 14% o risco do paciente cometer suicídio;
– Transtornos de personalidade: aumentam 12% o risco de suicídio em homens e 20% em mulheres;
– Transtornos de ansiedade: o transtorno do pânico é o transtorno de ansiedade mais relacionado ao suicídio, seguido pelo transtorno obsessivo-compulsivo;
Transtornos alimentares: pacientes com transtornos alimentares apresentam um risco 58% maior de cometer suicídio;
– Doenças clínicas: algumas doenças clínicas aumentam o risco de suicídio, como AIDS, epilepsia, doença de Huntington, doenças neurológicas, lúpus e neoplasias;
– Tentativas prévias: a tentativa prévia de suicídio é o principal fator de risco.

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Fatores de proteção:

Alguns fatores são considerados de proteção para o suicídio. São eles: ter uma religião, ter filhos em casa, ter habilidades cognitivas e sociais e ser casado.

Intervenção médica:

A avaliação minuciosa e cuidadosa do paciente pode evitar omissões durante o atendimento e diminuir os riscos de suicídio. O médico e os familiares devem ter conhecimento sobre os fatores de risco e de algumas circunstâncias que sugerem uma intenção suicida, como: comunicação prévia de intenção suicida, carta de despedida com planejamento detalhado, precauções para o ato não ser descoberto, ausência de pessoas por perto que pudessem socorrer, não procurar ajuda após a tentativa de suicídio e arrependimento por ter sobrevivido.

Em pacientes jovens, deve-se atentar para o uso de drogas e álcool, depressão, história familiar de depressão e/ou suicídio, desempenho escolar não satisfatório, conflito familiar, incerteza quanto à orientação familiar, tentativa prévia de suicídio, sentimentos de desesperança, luto, acesso fácil a métodos letais e falta de apoios social e familiar.

As tentativas de suicídio devem ser abordadas visando assegurar os cuidados do paciente, prover o bem-estar físico e evitar complicações decorrentes do ato. Não existem protocolos de conduta ideais para avaliação do risco de suicídio, portanto, na suspeita de que o paciente apresente risco de suicídio, deve-se realizar investigações a fim de excluir ou confirmar a suspeita.

A família e o paciente devem ser orientados a retirar da casa medicamentos, armas brancas e armas de fogo, manter abstinência de álcool e drogas, evitar locais elevados e sem proteção e evitar que o paciente fique sozinho ou trancado.



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