TESTOSTERONA BAIXA OU DIMINUIÇÃO DOS ESPERMATOZÓIDES | Hipogonadismo Masculino

Por: Dr. Eduardo Machado de Carvalho | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 30/05/2015

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Testosterona baixa

 

O hipogonadismo masculino refere-se a diminuição de uma ou de ambas as principais funções dos testículos: a produção de espermatozóides ou a produção de testosterona.

Os testículos são estimulados a produzirem testosterona e espermatozóides por meio de 2 hormônios: o LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo-estimulante). Estes hormônios são produzidos pela glândula hipófise, cuja localização encontra-se no centro do cérebro.

No hipogonadismo o “defeito” poderá estar localizado no próprio testículo (hipogonadismo primário), na glândula hipófise ou no hipotálamo. Para diferenciar se a causa do hipogonadismo é primária (testicular) ou central (hipófise/hipotálamo) deverá ser dosado o LH e FSH que são produzidos pela hipófise. Quando temos a diminuição do LH ou FSH a causa se deve a baixa produção destes hormônios pela hipófise.

Então:

O paciente tem hipogonadismo primário, se a concentração de testosterona no sangue e/ou a contagem de espermatozóides estão abaixo do normal com a dosagem sanguínea de LH e/ou FSH acima do normal.

O paciente tem hipogonadismo central (secundária) se a concentração de testosterona no sangue e/ou a contagem de espermatozóide são subnormal com a dosagem sanguínea de LH e/ou FSH normal ou reduzida.

SINAIS E SINTOMAS:Hipogonadismo

As características clínicas do hipogonadismo masculino irá depender se o comprometimento envolve apenas a produção dos espermatozóides ou se a produção de testosterona também é prejudicada.

Existem apenas duas manifestações clínicas da diminuição da produção de espermatozóides, sendo elas: infertilidade e diminuição do tamanho dos testículos.

Em contraste, são muitas as manifestações clínicas da deficiência de testosterona, sendo determinadas pela a idade de início desta deficiência:

– Se a deficiência de testosterona ocorre durante o primeiro trimestre da gestação, a diferenciação sexual masculina pode estar incompleta.
– Adultos: Diminuição da libido, disfunção erétil, humor depressivo, cansaço, diminuição da massa muscular e dos pêlos do corpo, ginecomastia (presença de tecido mamário) entre outros.
– Adolescentes e jovens adulto: Antes de iniciar a puberdade leva esses pacientes a se queixarem de genitália pequena, falta da barba, voz infantil e incapacidade de atingir a massa muscular, apesar de exercício intenso.

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Diagnóstico do Hipogonadismo masculino:

É necessário que o homem apresente sintomas na esfera sexual associados com:

1- Testosterona total < 320 ng/dl

2- Testosterona Livre < 220 pmol/L (alguns artigos utilizam <180 pmol/L) – há consensos que falam em < 6,5 ng/dL e outros < 7,2 ng/dL.

Câncer de Próstata e Testosterona baixa

Estudos vêm mostrando que:

– A incidência do câncer de próstata aumenta exatamente na faixa etária onde se diminui o nível da testosterona, ou seja, quanto maior a idade, mais chance de diagnosticar o câncer.

– Tumores de próstata mais agressivos estavam relacionados com níveis mais baixos de testosterona no sangue.

Tratamento

O tratamento tem a intenção de normalizar os níveis da testosterona no sangue. Com a normalização os homens frequentemente apresentam melhora dos sintomas iniciais como maior disposição, melhora do humor, dos sintomas sexuais, aumento da massa magra entre outros.

O tratamento é realizado através do uso de medicamentos que contenham a testosterona, são exemplos deles o Deposteron, Durateston e Nebido, todos eles são aplicados através de injeção intramuscular. Mais recentemente foi lançado o Axeron que deve ser aplicado na axila diariamente.

O tratamento com Testosterona e o Câncer de Próstata

A preocupação que o tratamento com reposição com testosterona pode aumentar o risco de câncer de próstata não tem comprovação científica até os dias atuais. A prevalência de câncer de próstata é a mesma em homens que possuem a testosterona normal e portanto não fazem reposição e em homens com testosterona baixa que fazem a reposição.

Por outro lado, homens que possuem câncer de próstata não devem fazer a reposição com testosterona, sendo desta forma uma contraindicação.

Hiperplasia Prostática e PSA na reposição com testosterona

Estudos não mostram impacto significativo no aumento do PSA, no aumento da próstata ou níveis de testosterona dentro da próstata.

Homens com hiperplasia prostática não significa que devem permanecer em hipogonadismo, porém não recomendamos a reposição com testosterona em casos de hiperplasia prostática onde o indivíduo apresente sintomas urinários graves (IPSS >19).



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