OS TIPOS DE CARBOIDRATOS

Por: Iramar Greco | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 29/05/2018

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Os carboidratos, assim como as proteínas e as gorduras, são um macronutriente essencial para manter nosso organismo forte e saudável. Chamados de glicídios, eles são compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio, e são fundamentais para a produção de glicose, a molécula que fornece a energia necessária para o funcionamento de todas as células do corpo. Neste texto explicaremos os diferentes tipos de carboidratos, além de suas vantagens e desvantagens.

Nosso organismo precisa dessa energia para sintetizar hormônios, alimentar as células do sistema nervoso central e manter o cérebro ativo. Sem ela, movimentos triviais como andar, correr, pular ficam comprometidos; além disso, sua falta pode provocar dor de cabeça, tremores e até desmaios.

Outro benefício dos carboidratos é que eles protegem os músculos. Quando há a quantidade ideal de glicose na corrente sanguínea, o organismo não precisa utilizar a energia das proteínas, que serão canalizadas para reparar e manter a massa muscular.

Tipos de Carboidratos:

Os carboidratos são divididos em dois tipos, os simples e os complexos, assim classificados de acordo com a quantidade de átomos de carbono em sua composição.

Os carboidratos simples têm uma estrutura molecular reduzida e, por isso, sua digestão e absorção é mais fácil, aumentando rapidamente os níveis de glicose no sangue (alto índice glicêmico). Frutas, mel, xarope de milho e açúcar são exemplos de carboidratos simples.

Os carboidratos complexos possuem uma estrutura química maior e, por isso, são digeridos e absorvidos mais lentamente (baixo índice glicêmico), provocando um aumento gradativo da glicemia e a sensação de saciedade por um tempo mais prolongado. Nesse grupo estão cereais e raízes como a batata doce e a beterraba.

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Há ainda, duas categorias de carboidratos: os integrais e os refinados.

Os integrais são os mais saudáveis e devem compor uma dieta balanceada porque contêm, além de nutrientes as fibras naturais dos alimentos, grandes aliadas do sistema gastrointestinal. Nessa lista estão: verduras, legumes, frutas, nozes, cereais, tubérculos e sementes.

Já os carboidratos refinados são menos recomendáveis e devem ser evitados porque trazem poucos benefícios à saúde. Entre eles estão: refrigerantes e outras bebidas adoçadas, pão, farinha, macarrão e arroz brancos, além de biscoitos, bolos, e batata frita e chips, entre outros.

Tanto o excesso quanto a diminuição drástica ou mesmo a restrição total de carboidratos na alimentação podem provocar diversos problemas de saúde.

Exagerar na ingestão do carboidrato levará ao acúmulo de gordura corporal, diminuição do chamado colesterol bom (hdl colesterol), aumento do nível de triglicérides, além de contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Quando há escassez de carboidratos, o corpo fica sem a sua principal fonte de energia e sofre uma série de consequências. O cérebro, que necessita basicamente de glicose para funcionar, é o órgão mais afetado; a privação provoca variação de humor, falta de ânimo, tontura, tremores, nervosismo, estresse, náusea e dor de cabeça. Além disso, a queda de energia também gera fadiga muscular, especialmente  após a prática de atividade física.

Por fim, o carboidrato certo e na medida correta é necessário para manter uma alimentação balanceada e saudável, e com ela o bom funcionamento do nosso corpo. Caso haja necessidade de alteração na dieta diária, com o aumento, diminuição ou mesmo supressão de algum tipo de alimento, ela deve ser indicada por um médico ou nutricionista.

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